sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Fazer Download É Pecado?

Existem assuntos que vão e vem nos debates evangélicos e este é um destes. Depois da prisão do fundador do site Megaupload, Kim Dotcom, poderia ficar evidente que download é igual a pirataria e, sendo a pirataria um crime, logo, também é pecado certo? Certo, no que diz respeito a ganhar dinheiro com material de propriedade intelectual alheia sem a permissão do autor. É pecado vender ou comprar as cópias, pois, é crime! Mas, será que todo tipo de cópia e/ou download se encaixa nesta descrição. Veja o que diz o Artigo 1º, Lei 10.695/2003 [que acresce o parágrafo 4º ao Artigo 186, do Código Penal Brasileiro]:

§ 4o O disposto nos §§ 1o, 2o e 3o não se aplica quando se tratar de exceção ou limitação ao direito de autor ou os que lhe são conexos, em conformidade com o previsto na Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, nem a cópia de obra intelectual ou fonograma, em um só exemplar, para uso privado do copista, sem intuito de lucro direto ou indireto." (NR)

Logo, parece que uma coisa é fazer cópias e ganhar dinheiro com isso, outra é fazer cópia [no singular] para uso privado, ou seja, sem compartilhamento da mesma. Quanto a isso, há quem permaneça indignado dizendo que não existe essa diferença, afinal, imagine se todos resolverem fazer uma cópia particular? Aqui, então, fica claro que negócio é negócio e em toda a relação de compra-e-venda o objetivo é um só: lucro.

Penso que aqueles desejosos de viverem de cantar, tocar instrumento e pregar poderiam desenvolver seus próprios negócios sem precisar misturar religião e business. Quando um cd é lançado, um cantor sempre diz que é um novo trabalho, cuja intenção é impactar vidas, etc. Desde quando foi preciso cobrar para Deus fazer isso no meio do Seu povo? Na produção de dvds evangélicos, por exemplo, estão envolvidas pessoas com propósito meramente profissional, muitas nem cristãs são, e, cujo preço, será pago com o valor final do produto. Ou seja, esses profissionais não usam discursos filantrópicos vazios. Negócio é negócio.

Se o interesse é a propagação do Evangelho, a libertação de pessoas viciadas e marginalizadas, como esperar que seja possível para estas o investimento de R$40,00 num dvd ou R$20,00 num cd de mensagem? É um produto excludente que deixa de fora os evangélicos da classe D e E, por exemplo. Você, cantor e escritor, dorme bem com isso [sua pregação não ser universal]? Ora, talvez, você se justifique dizendo que o trabalhador é digno de seu salário e, eu afirmo, ser esse o problema, e não a solução. Cantar, escrever, tocar instrumento é uma profissão como outra qualquer e, se você pretende viver delas, encare o mercado profissional.

Estar tão preocupado com o lucro apenas deixa explícito que você encara seu ministério como profissão - o que é lamentável. Imagine se para ler as postagens aqui no blog, o leitor tivesse que pagar... Seguindo a linha de raciocínio do artigo Quais os critérios para se estipular o salário de um pastor e seus reajustes? não há critério razoável que justifique os valores exorbitantes cobrados por certos cantores e pregadores. Você é bilíngue? Você tem nível superior? Você é pós-graduado? Tem gente que nunca sentou numa cadeira de universidade se auto-entitulando terapeuta familiar!!!

Fazer ou não fazer download deve ser uma postura adotada e fundamentada em critérios de razoabilidade pessoal, sem subterfúgios religiosos de falso moralismo. Seja você novo convertido ou não, desenvolva seu senso crítico à luz da Bíblia e, não à luz de A ou B [incluindo este blog], pois, detentor do Espírito Santo você há de saber o porquê de fazer e há de saber o porquê de não fazer. Quanto ao detratores incólumes dos usuários de sites de compartilhamento, deixo um pedido: publique nas redes sociais a nota fiscal do cd orginial do Microsoft Office [Word, Excel, Power Point, Acess] que eu tenho certeza absoluta que você comprou e ano a ano tem renovado a licença.

Permaneçamos firmes! 

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sábado, 21 de janeiro de 2012

Um Lamentável Festival Promessas


Neste sábado, 21/01/2012, começa a maioria dos campeonatos estaduais de futebol pelo Brasil a fora. Algumas figuras voltam à cena cercadas de expectativa não pelo que fazem dentro das quatro linhas, mas fora delas. Jogadores como Adriano (Corinthians) e Jóbson (Botafogo) têm em comum o talento e a dúvida sobre se deixarão de ser uma promessa de viverem seus melhores dias nos seus clubes e passarão a sê-lo de fato.

Ainda que você não acompanhe futebol, certamente já leu ou ouviu notícias veiculadas nas páginas policiais acerca dos dois atletas. Adriano recentemente se envolveu num episódio em que um disparo atingiu uma moça que estava dentro de seu carro e Jóbson - de volta ao clube carioca depois de tentar recomeços no Atlético-MG e Bahia - ainda cumpre suspensão até março por uso de cocaína. Ambos tinham tudo para ser um referencial, mas, entra ano e sai ano, os dois ficam só na promessa. Adriano que já brilhou lá fora e na seleção brasileira parece ter perdido o time e, por não ser tão novo assim, já cai em descrédito.

É com pesar que eu me recordo de um punhado de irmãos à moda Adriano e Jóbson. Semelhantemente a esses atletas, eles tinha tudo para ser um referencial - pastores, profetas, diáconos. Pessoas com dons proeminentes e facilmente reconhecidos, mas que não conseguiram passar de uma promessa. Já pediram, tiveram e se deram diversas segundas chances, mas depois de um tempinho acabam caindo na sua inconstância espiritual. Parecem presos num labirinto. Somem, voltam, somem de novo - não não, agora tô de volta aê, pow, já é... E? De novo "faltam aos treinos", de novo "chegam atrasados na concentração".
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Esse é um lamentável festival promessas. Quem viu o Adriano receber a alcunha de O Imperador, jamais poderia imaginar que seu futuro seria este que se apresenta. Ah, de igual maneira, lembro de cultos memoráveis na compainha de alguns amigos. As promessas de nunca se desviar, de morrer pela causa [Evangelho], de negar a si mesmo até o fim. As divagações na cantina da igreja, o sonho missionário e a vontade de fazer a Obra em outro país. Tudo, não passou de um festival promessas.

Quando reencontro um ou outro daquela época, vê-se quão difícil será uma guinada espiritual quanto à carreira na fé. Uns, de líderes a meros frequentadores de igreja, outros, nem isso. Não restam dúvidas quanto ao poder transformador de Jesus e isto mantém alguma esperança viva, embora, a questão seja uma questão de querer essa tranformação e de decidir por essa transformação. Do contrário, quanto mais o tempo passa mais distantes ficam os que um dia foram jovens promessas de um futuro de honra. Os que foram jovens já não são tão jovens, vai-se o vigor e pronto. Mais um que tinha tudo para ser um referencial. Mais um integrante de um lamentável festival promessas.

Permaneçamos firmes!



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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

UFC 142 e o belo testemunho de um não protestante




Sábado, dia 14/01/2012, aconteceu mais uma edição do UFC Rio (UFC 142) - sem dúvida, uma das melhores até então. Tanto pelo nível técnico dos lutadores, tanto pelos nocautes inusitados, o evento daquele sábado trouxe mais popularidade para o esporte que cresce a galopes, no Brasil. Algumas manifestações religiosas puderam ser vistas por parte de alguns lutadores, mas, o testemunho que mais me chamou a atenção foi de um não cristão protestante.

Numa das lutas, Érick Silva - pupilo de Anderson Silva - nocauteou seu oponente em apenas trinta segundos de forma avassaladora. Foi incrível! Lembrou o Vítor Belfort aos 19 anos nocauteando Wanderley Silva. Só não foi melhor porque espantosamente o árbitro [brasileiro] Mario Yamasaki decidiu desclassificar  Érick sob alegação de golpes ilegais. Todos se mostraram chocados, inclusive, Dana White, o presidente do UFC. Mediante a isso, ele decidiu que o lutador brasileiro receberia a bolsa [premiação] integralmente como se tivesse ganho a luta.

Essa foi uma manifestação incomum de hombridade. Reconhecer o erro do juiz foi ser verdadeiro e pagar a premiação ao lutador foi agir com justiça. Até aonde se sabe, Dana White não é um cristão protestante, mas naquele momento usou de equidade. E, por que isso me chamou tanto a atenção? Porque se ele fosse crente e brasileiro, os evangélicos estariam jogando confetes e chamando a atenção para a bela atitude do irmão. Seria mais um merchan religioso que glorificaria o nome de quem?

Afinal de contas, bom senso não é privilégio de cristão. Nem moral, nem bons valores, nem coisas que uma boa educação familiar geram no ser humano. Essa ressalva é para que você não se acovarde na sua timidez e interprete equivocadamente quando ouve dizerem que "às vezes, o testemunho fala mais alto do que palavras". Sob este pretexto, alguns se abstém de verbalizar o Evangelho crendo que seu bom comportamento vai converter alguém... Se assim o fosse, Jesus não mandaria ir e pregar!

É difícil imaginar que existe momento e maneira propícios para isso? Creio que não! Portanto, não sejamos piegas e pensemos que estamos levando o Evangelho só porque falamos Jesus como um mero substantivo repetidas vezes. Por outro lado, que não nos gloriemos de nossas boas ações, porque de boas ações o mundo está cheio, inclusive no MMA. Se for apenas para aprender a ter disciplina, saber respeitar os superiores, ser comprometido e perseverante, então, não precisa ir para a igreja. Treinar com um mestre de qualquer arte marcial já será o suficiente. A conversão a Cristo produz bem mais. Pense nisso!

Permaneçamos firmes!


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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Como crescer espiritualmente com Deus trabalhando feito um louco?


Poderia ser o desemprego uma benção? Depende. Não me recordo de ter tanto tempo disponível para buscar a Deus quanto na época em que não tinha um emprego. Essa falta é algo que detona a auto-estima de qualquer um, a sensação de estar fora do contexto social e de inutilidade mina o vigor espiritual, é verdade. Por outro lado, quando se gasta de 10 a 15 horas por dia entre condução e jornada de trabalho, logo vem a pergunta de uma mente cansada: como crescer espiritualmente com Deus trabalhando feito um louco?



Na viagem 

Se você utiliza transporte público e tem a chance de viajar sentado, aproveite. Dependendo da distância é possível fazer uma leitura bíblica, ouvir um devocional e ainda tirar um merecido cochilo. Melhor do que ficar olhando a paisagem que você já decorou de trás pra frente ou ficar conversando consigo mesmo aquelas conversas que não chegam a lugar nenhum. Se você tem seu próprio veículo, pode utilizar bons arquivos em Mp3 e ouvir o seu pão diário. Da mesma forma, quem usa o coletivo e viaja em pé.



No trabalho

Alguns privilegiados têm acesso liberado à internet incluindo as redes sociais. Aí, não tem desculpa! Não desperdice sua oportunidade de ouro com infindáveis Curtir/Compartilhar... Existem textos muito edificantes, sem falar nos vídeos de até 10 minutos que possuem profundas lições bíblicas e estão espalhados pela web. Clique certo e se instrua!

Talvez, sua atividade não lhe permita nem piscar e a única coisa que você deseja ao chegar em casa é tomar banho, comer e dormir. Tudo bem, o cansaço realmente fala mais alto, portanto, seja breve, mas, consistente. Não precisa fazer uma oração longa nem querer ler o Salmo 119 de uma vez antes de dormir. Se fizer qualquer leitura, que seja depois do banho, mas antes do jantar. Uma boa dica são aqueles livros que contém devocionais diários - só atente para não fazer deles uma caixinha de promessas. Melhor do que a quantidade de texto lida é a reflexão que ele promove. Idem para quem trabalha e faz faculdade.

Nessa roda-viva do mundo moderno, as mulheres são as que mais perdem, porque depois do emprego ainda tem o ofício de esposa-mãe-doméstica. Aí complica, porque, além do corpo cansado, a mente está cansada e, quando não, está em outro lugar. Esse é o x da questão. Aonde está a mente, está o coração e onde está o coração, aí está o seu tesouro. Não adianta só ficar na querência e dizer que se tudo fosse diferente, aí sim você teria como ler a Bíblia, orar e crescer espiritualmente com Deus. Dê um passo à frente e tenha atitude! Abuse dos recursos áudio-visuais - afinal, você pode ouvir uma bela mensagem enquanto faz uma tarefa de casa. Não apenas isso, mas, inclusive desenvolver o hábito de oração enquanto prepara uma refeição, por exemplo. Tenha uma NVI [Bíblia na Nova Versão Internacional] em mãos, pois, tentar uma meditação na Palavra, sábado de tardezinha depois do almoço, lendo "abri-ser-vos-á" não rola mesmo!!! Seja breve, mas consistente. Devagar também é pressa!

Longe de mim querer ditar a dinâmica da vida de cada um. Minha intenção é levá-lo à reflexão e mostrar-lhe que por pior que seja a rotina de trabalho, crescer espiritualmente com Deus ainda é possível. A leitura da Bíblia é insubstituível para quem tem esse desejo, só que, hoje, temos recursos que servem para nos manter conectados no Reino de Deus e, às vezes, não percebemos. Que ela aconteça semanalmente ou diariamente, de capítulos completos ou apenas versículos, na própria Bíblia ou livros devocionais ou por meio de pregações, enfim, decida você mesmo. Saia da querência... Decida crescer espiritualmente com Deus mesmo trabalhando feito um louco!

Permaneçamos firmes!

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A segurança espiritual começa com uma boa teologia


E não se trata de cursar uma boa faculdade, frequentar uma boa escola bíblica dominical ou ter um bom discipulador. Todas essas coisas são muito importantes, porém, o entendimento correto precisa ser aplicado ou não passa de falácia. Ele precisa ser experimentado, vivenciado, recordado no dia-a-dia; característica chave do discipulado de Jesus Cristo, o qual nunca poupou os seus das probabilidades desfavoráveis.

Uma canção do Legião Urbana, Há Tempos, diz  "Parece cocaína, mas é só tristeza". O poeta e sua alma triste conhecia o contorcionismo em busca da felicidade ou simplesmente de se evitar o mal. A fuga do desfavorável te leva tão longe para no final de tudo chegar exatamente de onde se partiu. Isso me faz pensar que o tipo de teologia que se vê, que se prega e que se pratica pode produzir o mesmo efeito.

Porque é exatamente isso que ventos de doutrina promovem: negação do desfavorável ou aceitação do mesmo como um sinal de futura vitória. O maior pregador que já existiu não nos prometeu isso, apenas nos disse para sermos motivados diante de um revés [Jo 16.33]. Jesus no Getsêmani não aceitou o cálice porque sabia que lá na frente a vitória seria certa. Bastando cada dia o seu mal, Ele praticou aquilo que tanto ensinava. 

É isso que as historinhas de boi-tá-tá não conseguem gerar nos seus adeptos; ao contrário, depois de campanhas disso e daquilo e um problema não resolvido, é aquela chatice! Deus me abandonou! Onde estava Deus? Ora, ora, a segurança espiritual começa com uma boa Teologia porque no dia da angústia por maior que a angústia seja será possível ser grato pelos irmãos que nela nascem [Pv 17.17]. A prática da boa Teologia não deixará desperdiçar o luto, antes, nele, mostrará o sentido da vida e sua brevidade [Ec 7.2].

Desta forma, curta o seu momento. Não evite-o, nem mesmo queime a mufa procurando os porquês. Apenas curta o momento e vê se tua teologia te tem algum proveito. Não se trata dos outros - deixa os outros - mas sim, se tua percepção da situação é uma percepção cristocêntrica. Caso conclua que não, você está em perigo! A segurança espiritual começa com uma boa teologia, então, aproveite já para levantar a sua tenda e edificá-la sobre a Rocha. Isso não vem com livros, mas primordialmente com quebrantamento e com Cristo.

Permaneçamos firmes!

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