quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Desfrute do que tem sabendo que Deus é melhor


"Todo aquele que quer ser meu seguidor deve amar-Me bem mais do que ao seu pai, mãe, esposa, filhos, irmãos ou irmãs - sim, mais do que a própria vida; caso contrário, não pode ser meu discípulo. E ninguém pode ser meu discípulo se não carregar sua própria cruz e seguir-Me". Lucas 14.26-27. [A Bíblia Viva]

Nossas igrejas não precisam de curiosos. Pessoas que se achegam para ver como é, quem sabe aqui é igual àquela que eu vi na tv e eu possa conseguir o meu milagre. Talvez, por isso, Jesus não se impressionasse com a multidão que começava a lhe cercar e reivindica o governo de suas vidas. Essa entrega não significava obedecer apenas a lei moral, mas, requeria ir além. Eis o ponto crítico do cristianismo.
.
Jesus entendia muito bem de relacionamentos e, por isso, desafia os ouvintes. Nós realmente nos apegamos demais a coisas e a pessoas e, isto, pode represar o fluir de Deus em e por meio de nós. Ser capaz de conseguir um bom sustento [pai], conforto [mãe], amar e ser amado [esposa], obter realizações pessoais/profissionais [filhos], ser aceito e bem quisto [irmãos e irmãs] é algo que nem todos conseguem. Muito menos, depois de conseguido, abrir mão por causa do Reino de Deus.

Ora, não foi para isso que fomos criados, e, infelizmente, em alguns lugares, não é para isso que somos discipulados. Ou se enfatiza quase que uma vida monástica ou uma vida de conquistas e vitórias, porém, sem a cruz. Não é pecado sentir falta de coisas comuns como, por exemplo, morar num lugar bacana. Pecado é fazer disso a condição de felicidade ou não desconsiderar sua efemeridade. Jesus Cristo é bastante claro ao falar "carregar sua própria cruz".

É algo específico a você. Nem sempre temos vontade de fazer a Obra de Deus, nem sempre estamos tão espirituais e, nesse momento, carregar a cruz faz todo sentido. Porque ela era um lugar para os homens mais vis da sociedade e, pode ser, que pai, mãe, esposa, irmãos e irmãs assim lhe tratem por causa de sua fé. Por não entenderem o peso do seu ministério e, então, você terá que escolher a quem amar mais, a quem aborrecer.

Eu incentivo você a crer na Bíblia de todo o seu coração. Obedeça a convocação e seja também um carregador de cruz. Vale a pena abrir mão de um "não tô a fim" para evangelizar, pregar...  Vale a pena dizer não para o seu regozijo, porque Deus é melhor! Deus é melhor que esposa, filhos, pais, irmãos e amigos. Deus é melhor. Desfrute o quanto lhe for possível de tudo que você tem e se não for apenas mais um curioso, saberá quando terá que trocá-los pela sua cruz.

Permaneçamos firmes!

Achou o artigo de utilidade pública? Compartilhe clicando em SHARE, Curtir ou comente pelo Facebook.

Bookmark and Share

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Dizer não, não é pecado!


"Todo aquele que quer ser meu seguidor deve amar-Me bem mais do que ao seu pai, mãe, esposa, filhos, irmãos ou irmãs - sim, mais do que a própria vida; caso contrário, não pode ser meu discípulo. E ninguém pode ser meu discípulo se não carregar sua própria cruz e seguir-Me". Lucas 14.26-27. [A Bíblia Viva]

A constituição humana é algo que tende a ir longe para voltar-se a si mesmo numa espécie de reverência. Percebe-se no comportamento de uma criança o quanto de egoísmo está entranhado em nosso ser. Ao nos depararmos com o Evangelho de Jesus Cristo, rejeitamos e, depois, tendemos a acomodá-lo no nosso ideário. Quem assim o faz, precisa voltar e entender o seu destino final. Nós temos um Deus que diz não e, portanto, dizer não, não é pecado!

Como tio de ministério infantil compreendo porque vivemos numa sociedade desregrada. Vem dos pais a idéia de que o não deve ser evitado a todo custo, pois, é algo que magoa demais e, por exemplo, desde que a criança não suba no púlpito e pule no pescoço do pastor, tudo bem. É tão lindinho o pequeno príncipe. Precisam ler mais a Bíblia e serem lembrados de que nela não existe o mandamento "é proibido proibir". Aliás, o movimento da Tropicália passou já faz muito tempo.

O confronto provocado por Jesus à massa que lhe cercava está no fato de que um homem [aparentemente como outro qualquer] impunha suas regras. Sabe aquela coisa de "quem ele pensa que é"? Pois bem, a condição era ser capaz de gostar mais de Deus, de amá-lo e se pôr em disponibilidade para ter este amor provado. É isso ou a pro-i-bi-ção de ser seu seguidor. É, não dá para amenizar a força da mensagem. Se não seguir as regras, está proibido de se dizer cristão! Pro-i-bi-do!

Sim, como podem ver, dizer não não é pecado. Embora, há os que se digam cristãos e tenham dificuldade abissal de ouvir um não e mesmo de dizer um não. Só pode formar discípulo quem um dia foi [e continua sendo] um. Obviamente, existem celeumas geradas por deformações a serem resolvidas por um espírito pacificador, mas, de pronto, basta aceitar o Evangelho de Jesus Cristo ou migrar para outra religião. Não há o que fazer...

Logo, ainda há tempo para sermos sinceros com o Senhor e vomitarmos a dureza de nossa cerviz. A teimosia que nos faz sermos egoístas e tentarmos ser espirituais e carnais ao mesmo tempo. É tempo de aceitação de cruz. Você não poderá carregar a minha e nem eu a sua, mas, juntos, em Cristo Jesus, somos capazes de nos ajudar a levar nossas cargas até que o Filho venha!

"Partilhem as dificuldades e problemas uns dos outros, obedecendo dessa forma à ordem do nosso Senhor" Gálatas 6.2 [A Bíblia Viva].

Permaneçamos firmes!

Achou o artigo de utilidade pública? Compartilhe clicando em SHARE, Curtir ou comente pelo Facebook.
Bookmark and Share




quarta-feira, 16 de novembro de 2011

De vez em quando, o pecado oculto dá as caras...

Diante de ti puseste as nossas iniqüidades; os nossos pecados ocultos, à luz do teu rosto. Salmos 90.8

Eu tenho predileção pela tradução Revista e Corrigida da Bíblia Sagrada por causa de algumas expressões e neste versículo está uma delas. Pecado secreto me parece algo sabido e escondido de propósito, enquanto, pecado oculto dá a sensação de algo nebuloso, por vezes desapercebido, mas, existente na nossa natureza limitada. De vez em quando, o pecado oculto dá as caras...

Outro dia, eu tomei uma decisão que provocou a morte de dezenas de pessoas, perda de trinta e três por cento de minhas propriedades e um saldo negativo que me forçou a um empréstimo de mais de quatro milhões. Calma, calma! Não fique assustado porque isto aconteceu no mundo virtual de um game online para múltiplos jogadores. Apesar de acontecer no imaginário mundo dos games, a consequência se deu pelo predomínio da empolgação e soberba.

Sim, foi difícil não me sentir "o cara" após vinte vitórias consecutivas no campo de batalha. Foi aí que me precipitei e diante do resultado só pensava "Cara, por que eu fiz isso?" e "Como eu fui dar esse mole?" [se você não joga games, não tem noção do que me aconteceu, mas, foi sério, quase tive que cancelar minha conta]. Eu sabia o que tinha que fazer e não fiz. Agora, pense: não são essas expressões que ouvimos de alguém que dá luz ao pecado?

Interessante é que mesmo lendo a Bíblia e tendo uma vida de oração não estamos livres da manifestação do pecado oculto. Muitas vezes pensamos que é um problema já superado [reside aí o perigo?]. Outro engano é achar que o pecado oculto é um problema pertinente aos adolescentes da igreja. Logo se pensa em masturbação, pornografia etc. Mas, a recomendação de Jesus é que nós olhemos para a trave que está em nosso próprio olho [ou seja, sempre nos lembremos do nosso último vacilo].

Desta maneira, pode ser que não consigamos zerar a predominância, vez ou outra, do pecado, sim, mas, a santificação estará em curso. A prática da prudência, do domínio próprio e aquisição de sabedoria.  Creio que esta é a rota que torna uma realidade a palavra de Pv 3.18 [Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito]. Então, faça esse favor a si mesmo e aos que estão ao seu redor!

Permaneçamos firmes!

Este blog é melhor visualizado com o Mozilla Firefox.
Qual é a sua opinião sobre o assunto? Deixe seu comentário aqui, pois, ele é muito importante.
Achou o artigo de utilidade pública? Compartilhe clicando em SHARE, Curtir ou comente pelo Facebook.

Bookmark and Share

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Escárnio e Deboche: mais um pecado tolerado?

Tenho vivido uma experiência bastante curiosa desde que um amigo muito próximo se converteu. A religião dele é totalmente diferente da minha e, pela nossa intimidade, outrora, ele fazia uma troça aqui e ali por causa da minha fé. Agora, não por revide, mas, de maneira assustadoramente natural chegara a minha vez. Digo, assustadoramente porque o repertório de piadas foi bastante farto, tanto, que num desses momentos eu ouvi o grito da consciência: tá vendo?!

Afinal, não é exatamente assim que se comportam os ímpios quando alguém se converte ao cristianismo? Agora, os papéis estavam trocados e eu desempenhava sem timidez o papel daquele que é usado pelo diabo e tenta desvirtuar um novo convertido. Tudo bem, meu amigo não virou evangélico, mas, sinceramente, não tem como não reconhecer: eu me assentei na roda dos escarnecedores! Isto porque respeito não depende de opção religiosa.

Escárnio, deboche, sarcasmo são algo muito natural ao homem, tanto que humoristas brasileiros que se acham acima do bem e do mal conseguem milhares de súditos que os defendem em nome de uma tal liberdade de expressão. Seja para expressar o que for este comportamento é reprovável pelas Escrituras Sagradas e sempre será: 

"e qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno". Mt 5.22

"nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças". Ef 5.4

"Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará". Gl 6.7

Parece claro que tal comportamento é incompátivel com o homem espiritual. Mesmo meu amigo não tendo ficado ofendido [pois, como eu disse, temos uma grande amizade], eu não preciso esperar isso acontecer para daí concluir: ih, pequei! É uma questão de bom senso e testemunho. Se devemos fazer tudo para a glória de Deus, está aí uma coisa que não lhe é vantagem nenhuma, ainda que se busque com ela combater heresias e falsos evangelhos.

Pode parecer uma bobagem, mas, será que a zombaria [inclusive entre irmãos da própria igreja] não é apenas mais um pecado tolerado [assim como o é a glutonaria e a fofoca]?. Deus não é Santo à nossa maneira, portanto, nós é que precisamos nos humilhar em Sua presença e nos esforçar para negar nossa natureza ímpia [o que não é nada fácil. Às vezes, tem cada deixa... aquele comentário sarcástico vem na ponta da língua e é num momento assim que se deve lembrar "Sede santos, porque eu sou santo" 1Pe 1.16]. 

Permaneçamos firmes!

Este blog é melhor visualizado com o Mozilla Firefox.
Qual é a sua opinião sobre o assunto? Deixe seu comentário aqui, pois, ele é muito importante.
Achou o artigo de utilidade pública? Compartilhe clicando em SHARE, Curtir ou comente pelo Facebook.

Bookmark and Share



Direitos Autorais Preservados