sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Escárnio e Deboche: mais um pecado tolerado?

Tenho vivido uma experiência bastante curiosa desde que um amigo muito próximo se converteu. A religião dele é totalmente diferente da minha e, pela nossa intimidade, outrora, ele fazia uma troça aqui e ali por causa da minha fé. Agora, não por revide, mas, de maneira assustadoramente natural chegara a minha vez. Digo, assustadoramente porque o repertório de piadas foi bastante farto, tanto, que num desses momentos eu ouvi o grito da consciência: tá vendo?!

Afinal, não é exatamente assim que se comportam os ímpios quando alguém se converte ao cristianismo? Agora, os papéis estavam trocados e eu desempenhava sem timidez o papel daquele que é usado pelo diabo e tenta desvirtuar um novo convertido. Tudo bem, meu amigo não virou evangélico, mas, sinceramente, não tem como não reconhecer: eu me assentei na roda dos escarnecedores! Isto porque respeito não depende de opção religiosa.

Escárnio, deboche, sarcasmo são algo muito natural ao homem, tanto que humoristas brasileiros que se acham acima do bem e do mal conseguem milhares de súditos que os defendem em nome de uma tal liberdade de expressão. Seja para expressar o que for este comportamento é reprovável pelas Escrituras Sagradas e sempre será: 

"e qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno". Mt 5.22

"nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças". Ef 5.4

"Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará". Gl 6.7

Parece claro que tal comportamento é incompátivel com o homem espiritual. Mesmo meu amigo não tendo ficado ofendido [pois, como eu disse, temos uma grande amizade], eu não preciso esperar isso acontecer para daí concluir: ih, pequei! É uma questão de bom senso e testemunho. Se devemos fazer tudo para a glória de Deus, está aí uma coisa que não lhe é vantagem nenhuma, ainda que se busque com ela combater heresias e falsos evangelhos.

Pode parecer uma bobagem, mas, será que a zombaria [inclusive entre irmãos da própria igreja] não é apenas mais um pecado tolerado [assim como o é a glutonaria e a fofoca]?. Deus não é Santo à nossa maneira, portanto, nós é que precisamos nos humilhar em Sua presença e nos esforçar para negar nossa natureza ímpia [o que não é nada fácil. Às vezes, tem cada deixa... aquele comentário sarcástico vem na ponta da língua e é num momento assim que se deve lembrar "Sede santos, porque eu sou santo" 1Pe 1.16]. 

Permaneçamos firmes!

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