sábado, 16 de julho de 2011

Recalcado, eu?


Recalque: exclusão inconsciente, do campo da consciência, de certas idéias, sentimentos e desejos que o indivíduo não quisera admitir e que todavia continuam a fazer parte de sua vida psíquica, podendo dar origem a graves distúrbios. Segundo Freud, recalcamos justamente aqueles pensamentos, idéias, fantasias, lembranças etc. que não se ajustam à imagem ideal que temos do mundo e de nós mesmos. Negamos e, por vezes, denegrimos o que mais desejamos, mas, não temos. E o que isto tem a ver com a igreja?

Tem a ver que nem todos serão apóstolos, mestres, nem todos curarão nem profetizarão. Difícil para uns aceitar esta realidade e, então, surgem as mensagens subliminares ou não no corpo da pregação. Olha, cuidado com tal igreja... olha, o evangelho de curandeirismo não é o verdadeiro evangelho... e por aí vai. Há manifestação de sinais e maravilhas em sua congregação? Se há e são acompanhadas da sã doutrina, Deus seja louvado pelo seu chamado. Se não... parece mesmo um recalque disfarçado de zelo.

Porque cultos são anunciados na rádio como sendo o "do" milagre, mas, não passam de ufanismo. Aí, para não ficar sem graça se diz que só o fato de você estar lá já é um milagre. Ora, minha oração nunca curou uma formiga e não tenho problemas com isso. Eu creio nos sinais. Talvez, lá dentro do meu eu, eu não creia tanto ou eu creia de verdade, mas, segundo o que eu acho que creio e é possível que o erro esteja nos meus parâmetros de crença. Ou simplesmente não tenho o dom de cura. Enfim...

O fato de homens com fome apenas do pão que perece não tolheu Jesus de operar o milagre. O fato de homens com este dom fazerem disso o seu evangelho também não pode ser. A questão é que não sou pastor, nem imagino como é saber que suas ovelhas estão dando pulinhos em outros pastos porque, incontestavelmente, Deus continua a operar maravilhas onde, quando e através de quem quer.  O medo de perdê-las gera pregações assassinas da esperança, cheias de condicionamento e soberba.

Com isso, prefere-se ver o rebando doente fisicamente, mas, por perto, do que se olhar no espelho e reconhecer seu recalque, seu ciúme, sua inveja e despeito. Pode não ser essa a intenção, mas, é assim que é e assim será. Até quem sabe, o resultado do exame de uma pessoa que se ama muito der positivo para o vírus HIV ou dores espasmódicas percorrerem toda a extensão do seu nervo ciático. Que Deus tenha misericórdia!

Permaneçamos firmes!

Nota: sobre recalque, blog do Lucas Nápoli.

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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Se é que nele [em Cristo] fostes ensinados


... se é que o tendes ouvido e nele fostes ensinados... (Efésios 4)

Os problemas são os mesmos, passam-se as épocas e mudam-se os personagens. Assim como acontece em nossos dias, os primeiros cristãos estavam sujeitos ao mau ensino por parte de seus líderes e às consequências que isto poderia levar. Embora, os ensinados pareçam num primeiro momento vítima, não lhes pode ser retirada a culpa de sua letargia. Afinal, o apóstolo instrui, no mesmo capítulo, ao exercício do despojar-renovar-revestir que só é possível quando se tem o entendimento iluminado pela sabedoria do Eterno.

Se o problema é ensino, vamos estudar Teologia, pode pensar alguém. Por outro lado, não parece tão fácil quando os que detém a letra utilizam-na mais para dificultar do que para facilitar. Eles envolvem suas ovelhas em teias formadas por seus achismos sobre hábitos e costumes pesando-lhes os ombros e fechando a porta do cristianismo para os que não servem para a sua religião. Difícil crer que a socialização do que se aprende nos bancos acadêmicos poderia ser uma solução.

O que dizer da Igreja Luterana tendo nascido da forma que nasceu e hoje ser o que é? Quando a maior denominação pentecostal do Brasil passa a não ser mais referência de Escola Bíblica Dominical, acho que temos um problema gravíssimo, visto a riqueza de material teológico publicado por sua editora [recomendo a leitura de "A "mocidade" assembleiana em crise"]. Então, se num ambiente tradicionalmente apropriado como estes, o aprendizado está comprometido, o que dizer de onde não se é.

Aliás, roga a tradição não ter tradição e com isso, denominações mau têm estatuto, liturgia e dogmas de crença. Acontece a propagação do experimentalismo como regra de fé - a brecha para satã e sua vãs sutilezas. Ora, se o sentir é a medida de discernimento, o que aceita a "unção do riso" pode aceitar a "unção do vem-kikando". Por que esta não seria de Deus e a outra seria? O parâmetro não seria o mesmo, o da experiência pessoal? Assim, cristãos são contidos na órbita sem nunca chegar ao centro do cristianismo.

Por isso, cada um cuide se é que tem sido ensinado em Cristo. Se o que tem ouvido não leva à adoração de um Deus soberano e quase sempre ilógico, não leva a crer naquilo que não se vê, não leva a buscar e amar a Deus pelo que Ele é e não pelo que faz e nem leva a despojar-renovar-revestir, então, sem medo de errar, você está sendo ensinado noutro fundamento. Você está em perigo! Corra!!!

Permaneçamos firmes!

Nota: na foto, goleiro do Mazembe em comemoração, Muteba Kidiaba, um dos protagonistas da vitória do seu time por 2 a 0 sobre o Inter, na semifinal do Mundial de Clubes de Abu Dhabi, 2010.

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Um Deus Evangélico ou um Deus Romano?


Já ouvi muitas mensagens nas quais os pregadores recriminavam a religião católica apostólica romana sob a alegação de idolatria. Era comum se falar que "o nosso deus não está pregado no madeiro, ele é um deus vivo" e não um ser indefeso e vitimado como o de um crucifixo. Apesar disto, anos atrás eu postei um artigo [clique aqui] que apontava as semelhanças entre os católicos e evangélicos. Hoje, mais do que nunca, não se pode negar que a interpretação de Deus, muitas vezes, se dá de maneira equivocada para ambos.

Isto porque se de um lado os evangélicos não fazem imagens para expressar sua devoção de outro, parte deles, pinta um quadro no qual se vê:

- uma supervalorização daquilo que Deus pode fazer [em geral, a solucão de um problema pessoal]. Isto leva a gostarmos dEle porque sabemos que no final vamos nos dar bem...

- um deus que mais deseja do que age, cheio de aspirações, expectativas, mas, não executa ou determina porque está esperando alguém "abrir seu coração" ou "permitir" o seu agir...

- um deus muito gente fina, super-legal, que "odeia o pecado, mas, ama o pecador" (?);

- um deus que vai muito com a sua cara. Ele é tão maneiro que é capaz de evitar que um avião exploda se você estiver dentro só porque a tal da promessa ainda não se cumpriu [você é importantão, viu só?] (?);

- um deus sentimental, cuja adoração se dá à base de emoções e cujo relacionamento com seus servos se dá enfaticamente pela relação pai e filho [um pai muito paternalista, diga-se de passagem];

É por isso que muitos irmãos não se comovem com mensagens do evangelho do Reino. Qualquer coisa que vá contra esses ensinamentos carnais logo é taxado de religiosidade ou radicalismo. São almas talhadas por mãos humanas que se tornaram ensurdecidas para a verdade e rejeitam o amargo da cura. É ou não é uma grande ironia que estas vertentes do protestantismo tenham se tornado tão romanizadas na sua teologia e no seu ensino?

Pois bem, se você já ouviu alguma coisa parecida com o descrito acima, lamento: você foi enganado [ou o pregador, no mínimo, cometeu um equívoco - para eu ser mais gentil]. Alguém já disse que a Bíblia fechada não passa de um livro, mas, aberta é a própria voz de Deus. Então, abra-a e ouça com ouvidos de ouvir! Se estamos nos últimos dias, é chegada a hora de fazermos escolhas: ou o deus de alguns evangélicos ou o deus de Roma. Eu prefiro o Deus da Bíblia!

Permaneçamos firmes!

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