sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Jogar na loteria é pecado?

Em qualquer área em que as Escrituras não condenem alguma coisa explicitamente, nós devemos aplicar o princípio da liberdade Cristã. Isso é verdade ao assistir certos filmes , beber álcool, fumar, apostar, só pra falar de algumas das figuras mais batidas ao longo da história.

Em cada uma dessas áreas, existe uma perspective teológica que é bem simples. Se alguém perguntasse se jogar (jogo de azar) é algo explicitamente condenável, ou realmente pecaminoso; alguém poderia dizer que “não” e seria uma boa resposta. Entretanto, nós pensamos  que a melhor resposta e mais fiel seria dizer, “não necessariamente”.

Como pastores, nosso desejo não é apenas para despertar o nosso povo para as liberdades da vida cristã, mas também para os perigos. É definitivamente certo que estaríamos melhor servidos se nos abstivessemos de coisas que não são inerentemente más. 1 Coríntios 6 e 10 ambos dizem, com efeito, que “tudo me é permitido, mas nem todas as coisas me convém. “Agora, estas passagens são em referência a questões de consciência, as “zonas cinzentas” da vida cristã, por isso não tome este versículo para dizer que o adultério ou assassinato ou embriaguez ou outros comportamentos explicitamente condenados são incluídos em “todas as coisas” que Paulo menciona. Essas coisas não são “permitidas”.

O fato é que o homem ou mulher sábios reconhecem que a liberdade vem com a necessidade de discernimento. Tal comportamento é puro e agrada o Senhor? Isto desperta minhas afeições por Ele? Isso me levará para alguma tentações em particular? Jogos em si mesmos são áreas cinzentas no que diz respeito as Escrituras, portanto podemos recorrer para liberdade. Porém, quem joga deve estar ciente da natureza viciante , a tendência para dar falsas esperanças, a vantagem sobre os outros e a propensão para o luxo e ostentação.

Como crentes, somos chamados a “manter [nossas vidas] livres do amor ao dinheiro, e nos contentarmos com o que [temos], porque ele disse, “Eu nunca te deixarei nem te desampararei.” (Hebreus 13:5). Jogar pode certamente contribuir para a sede de dinheiro que é desobediência a esta ordem da Escritura. Além disso, depois de citar “todas as coisas são permitidas”  A Escritura diz: “mas eu não vou ser escravizado por nada” (1 Coríntios 6:12). Após o segundo uso, dessa expressão no capítulo 10, aparecem essas palavras: “Ninguém busque o seu próprio bem, mas o bem de seu próximo. “É possível, para você, jogar de tal forma que não seja escravizado? Você pode fazê-lo de tal forma que não danificar o outro? Se não, então o seu “direito” deve ser substituído por sua responsabilidade a aderir de vontade revelada de Deus.

O que queremos não é apenas proibir o jogo de azar, mas sim promover uma reflexão profunda dos riscos de se jogar. Como dizem as Escrituras “Não se enganem”. Conheça você mesmo e veja seus desejos e fraquezas. Examine suas motivações. Não leve a liberdade de forma irresponsável. No fim, somos todos chamados a comer e beber para a glória de Deus(1 Co 10.31). Se você escolher exercitar sua liberdade de jogar, você é chamado para fazê-lo de uma maneira que está de acordo com este comando. Jogar, ou qualquer “área cinzenta” um meio para adoração? Se sim, então entre nisso para a glória de Deus. Se não, então alegremente se refreie.

Sua maior alegria final não é achada ao ganhar o prêmio grande ou ganhar uma boa mão no poker, mas em obedecer ao Senhor, aquele que sim, é o nosso tesouro e alegria finais.

Fonte: iPródigo
Créditos pela foto: Tribuna de Cianorte

Meus comentários: outra postagem campeã de audiência aqui no blog é Se jogar na loteria é pecado por que participar de sorteio não é? Irmãos digitam no Google coisas do tipo "jogar na loteria é pecado?", "crente pode jogar?", "jogo de azar é permitido pro crente?"... Como temos afirmado, vida com Deus vai muito além do que um conjunto de regras do que pode ou do que não se pode fazer. Agora, que tipo de adoração Deus espera de alguém que só abre mão daquilo que não lhe é permitido? Como fazia o salmista Davi, não ofertemos ao Senhor aquilo que não nos custa!!! Permaneçamos firmes.

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O Poder da Fofoca e do Suspeitar o Mal


Duas pessoas conversam no trabalho:
- Você já conheceu o Artur, aquele cara novo que está trabalhando aqui? Ele parece legal, né?
- Ih, tome cuidado porque ouvi dizer que ele puxou o tapete dos colegas na outra empresa em que trabalhava. Dizem que esse cara é tão manipulador e egoísta que acho até que deve ser um daqueles psicopatas corporativos.

Não era verdade: Artur é gente boa e o segundo interlocutor o havia confundido com outra pessoa. Descoberto o engano, tudo foi esclarecido para não deixar o colega com uma impressão ruim a respeito do novato. Mas o estrago já havia sido feito. Um novo estudo descobriu que, mesmo que você peça para as pessoas ignorarem uma informação errada, isso não apaga a ideia inicial que ela causou.

Na pesquisa, feita pela Universidade da Austrália Ocidental, os psicólogos pediram que estudantes universitários lessem o relato de um acidente envolvendo um ônibus cheio de passageiros idosos. Os alunos foram então informados de que, na verdade, os passageiros não eram idosos. Para alguns alunos, a história acabou ali. Para outros, foi dito que o ônibus estava levando o time de hóquei da faculdade.

Depois, cada um teve que responder algumas perguntas sobre esse fato e o resultado mostrou o poder da desinformação: quem havia sido advertido sobre o engano e ouviu a história até o fim estava menos propenso a errar do que os outros, mas ainda assim acabou concordando com afirmações como “os passageiros tiveram dificuldade para sair do ônibus porque eles eram idosos e frágeis”.

Isso indica que, mesmo que você compreenda, lembre e acredite na correção posterior, a informação que você recebeu inicialmente ainda vai afetar o seu raciocínio e suas conclusões. Para o psicólogo Ullrich Ecker, um dos autores do estudo, tal fato revela um pouco sobre como funciona a nossa memória.

Apesar de as pessoas terem alguma capacidade de evitar a confiança indevida em informações de má qualidade, isso ainda continua a afetar o seu raciocínio”, explica ele. “Nossa memória está constantemente conectando fatos novos e antigos e amarrando os diferentes aspectos de uma situação em conjunto, de modo que nós aproveitamos, ainda que inconscientemente, fatos que sabemos ser errado para tomar decisões mais tarde”.

Os pesquisadores descobriram que uma advertência específica – dando informações detalhadas sobre o efeito da desinformação – conseguiu reduzir a influência das informações iniciais, mas não eliminá-la. E não adianta avisar as pessoas de que as informações nem sempre são checadas antes de serem espalhadas – Ecker disse que isso é ainda menos eficaz.

O lance é sempre checar bem as informações antes de espalhá-las por aí porque, mesmo que você corrija algum eventual erro depois, elas podem ter efeitos duradouros sobre a imagem de algo ou alguém.


Nota: que ante o açoite da língua, eu e você permaneçamos firmes!

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O que John Piper Representou no Brasil


Palestra de encerramento da 27ª Conferência da Editora Fiel para pastores e líderes [2011]. 

Tive o privilégio de estar com John Piper na Conferência da Fiel em Águas de Lindóia e depois no Mackenzie, onde ele falou na sexta à noite e no sábado pela manhã. Algumas coisas me impressionaram, como o recorde absoluto de audiência, tanto da Conferência Fiel, quanto dos eventos que costumeiramente são feitos no Mackenzie. Aqui destaco o papel crescente da internet e das mídias sociais (Facebook, Twitter, YouTube e outros). Houve muito mais gente assistindo as conferências ao vivo pela internet do que nos auditórios do Hotel Majestic e do Mackenzie. Durante as palestras, e depois delas, havia intensa troca de comentários e impressões nas mídias sociais por parte dos que estavam nos auditórios ou assistindo pela internet, o que leva à formação de uma comunidade cada vez maior reunida em torno, não do Piper, mas do que ele representa.

E este é o gancho para minha segunda observação. Os fatos acima descritos simplesmente confirmam o que vem sendo dito, inclusive por mídias não-cristãs, de que o Calvinismo passa por uma ressurgência, um avivamento, por assim dizer, que tem atingido especialmente os Estados Unidos e o Sul-Global -- nome que tem sido dado à cristandade nas regiões da África, China e Brasil. Mas, não se trata daquela caricatura de calvinismo explorada pelos contrários - gente sisuda, fechada nas quatro paredes de seus templos, cantando salmos ao som de órgãos de tubo, de paletó e gravata e pregando a predestinação para o inferno. Este calvinismo que ressurge, e que tem sido chamado de vários nomes, fala da alegria em Deus, quer estar presente e influenciar a cultura moderna, utiliza o que ela tem de melhor a oferecer para a glória de Deus - a julgar pelo alto emprego de tecnologia que marca os eventos - sem, em momento algum, abandonar os pontos característicos da Reforma: Sola Scriptura, Sola Fide, Sola Gratia, Solus Christus e Soli Deo Gloria. Além, é claro, dos famosos cinco pontos do Calvinismo: depravação total, eleição incondicional, expiação limitada (ou eficaz), graça irresistível e perseverança final dos santos.


O interesse pela fé reformada tem crescido tanto a ponto de romper as barreiras denominacionais, trazendo para o mesmo ambiente de estudo, adoração e louvor batistas, presbiterianos, independentes, comunidades, pentecostais, anglicanos e outros que partilham do mesmo entusiasmo pelas antigas doutrinas da graça. Isto ficou muito claro em Águas de Lindóia e no Mackenzie.
A terceira observação é que a maioria dos que estavam presentes na Fiel e no Mackenzie é composta de jovens. Acredito que a mesma coisa se poderia dizer dos que seguiram tudo pela internet. Para mim, este é um indicador extraordinário de que Deus está de fato tendo misericórdia de nós e nos dando uma sobrevida de pelo menos mais uma geração, enquanto que em outros lugares, onde um dia a fé reformada floresceu, apenas anciãos ocupam poucos lugares em enormes catedrais vazias.

Meu último comentário é que Piper pregou o tempo todo, na Fiel e no Mackenzie, num dos pontos principais do Calvinismo, sem levantar as sobrancelhas dos que detestam os calvinistas. Refiro-me à principal ênfase de Calvino, em suas Institutas e seus comentários, que é a glória de Deus como supremo bem do homem, ponto este capturado no slogan da Reforma, Soli Deo Gloria. Ao fazer isto, Piper mostrou que o calvinismo nada mais é que uma tentativa de honrar e pregar a mensagem central da Palavra de Deus, como Calvino tão apropriadamente nos mostrou. Não me lembro de ter ouvido Piper citar Calvino ou os puritanos, mas ele estava pregando calvinismo puro o tempo todo.

A Deus, portanto, toda glória.

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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Faça Bom Proveito de Jhon Piper



Um dos pregadores de minha predileção (Ah, se o tivesse conhecido antes!!!). Acredito que sua passagem aqui pelo Brasil já é de grande valia, mesmo por aqui, RJ, onde sua palestra ainda não aconteceu. Isto porque, tenho sido convidado a lá estar no próximo domingo pelos mais diferentes cristãos, uns subversivos, outros apenas curiosos, uns bebês na fé, outros já anciãos enfafados. Só por isso, eu creio, é algo tremendamente diferente e, porque não, engraçado.

Como no intervalo da Conferência Fiel - ontem, 06/10/2011 - onde no data-show apareceu o agradecimento às igrejas que assistiam pela web e lá estava o nome da "igreja nãnãnã no Modelo dos 12" [kkkk]. Fiquei imaginando a cara dos puritanos e calvinistas sentados na platéia... Mas, que bom ser assim, uma congregação formada pelas mais diferentes espécies atraídas única e exclusivamente pela soberana Palavra de Deus.

É por isso que meu conselho aos que vão ao Rio Centro ou assistirão via internet é este: faça bom proveito de Jhon Piper. Minimamente, da sua percepção acerca das verdades bíblicas que difere do samba de uma nota só da maior parte da igreja brasileira. Ele mesmo reconhece que está aquém da revelação que prega, por outro lado, que ouví-lo não seja apenas uma coisa legal. É, foi legal. Que essa não seja sua conclusão.

Porque não é possível que ser confrontado com a grandeza do Senhor gere apenas essa sensação barata. Foi o que eu disse, dias atrás quando participei de uma célula, na qual o irmão pregou à moda de Pregação Chocante. Eu, que já estava surpreso pela ousadia, embasbaquei quando ele finalizou entoando uma poesia bastante conhecida: Quando o sol bater/ Na janela do teu quarto, /Lembra e vê /Que o caminho é um só, Porque esperar /Se podemos começar /Tudo de novo? /Agora mesmo, /A humanidade é desumana /Mas ainda temos chance, /O sol nasce pra todos, /Só não sabe quem não quer...

Algum perigo? Sim, mas, não de alguém se escandalizar com os versos de Renato Russo. Perigo maior é de alguém ali achar que foi tudo diferente do normal, muito legal mesmo e só. Eu apontei praquele garoto que cantava e disse: estão vendo? Ele é imanipulável! Alguém livre cheio de brilho nos olhos manifestando a Verdade. Como não querer aquilo? Como não ter curiosidade pela genuinidade bíblica, uma vez apresentado a ela?

Seja você arminiano, calvinista, puritano, pentecostal, neo-pentecostal, adenominacional... enfim, deixe-se medir pela justa medida que é a Palavra de Deus. Não desperdice a sua chance. Não se arrependa depois por não ter se arrependido. Se assim o for, como diz o poeta: Porque esperar /Se podemos começar /Tudo de novo? /Agora mesmo.

Permaneçamos firmes! 

Nota: Para assistir à ministração de Jhon Piper ao vivo basta acessar http://www.editorafiel.com.br/aovivo/ Ele abrirá o encerramento da Conferência Fiel 2011, agora pela manhã (07/10/2011), às 09h30min.

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