terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Soberania Divina e sua Importância Vital


Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Rm 11.33

Paulo é taxativo quanto àquilo que se passa na mente de Deus. Inescrutável, que não se pode pesquisar, investigar; impenetrável. Insondável, inexplicável, incompreensível. Então, aqui, a soberania de Deus se acentua, mostra-se na sua forma mais concreta e até acalentadora, pois, quem a desconhece entrará pelo caminho que o apóstolo sinaliza como uma espécie de "rua sem saída". Por isso, ela é de uma importância vital, já que diante de alguns episódios da vida somos levados a perguntar: por quê?

Manhã do dia 23 de dezembro de 2010. Aparentemente, mais um dia como outro qualquer, até a notícia na rádio: mulher morre num acidente de trânsito, na noite anterior, no centro do Rio de Janeiro. Eu a conhecia. Era minha melhor amiga. Estudamos o ginasial juntos. Quando ouvi o seu nome minha alma se rasgou em dores. Ainda pensei que pudesse ser coincidência, mas, depois de um telefonema, a confirmação: minha irmazinha estava morta. Difícil de acreditar! Não era esse o combinado.

O combinado era envelhecermos todos juntos e nos reunirmos de vez em quando para lembrar as "tretas" da escola. Meu Deus! Era como se uma faca partisse minha alma. Não me parecia nada justo, não mesmo. Lembrei, então, da soberania de Deus. Explicações para o que aconteceu não aliviariam em nada a minha dor. Decidi buscar as consolações ao invés das explicações, estas não trariam minha amiga de volta. Resignado, minha alma parecia se contorcer por dentro. Gemidos de horror surgiam em meio às lembranças das brincadeiras, nos tempos de sala de aula...

Eu nunca senti nada parecido. Abracei a dor sabendo que o consentimento de Deus me faria vencê-la. É razoável um enlutado questionar a Deus, "fica de mal" com Deus. É como se ele tivesse uma "licença" para isso, afinal todos somos de carne e osso; fracos! Por isso digo a você que num momento desses as melhores palavras a serem ditas é o seu silêncio. Você estar ali já é muito significativo, mas, não precisa tentar explicar o que não tem explicação. É insondável, lembra-se? Sua presença e o seu silêncio bastam.

Se eu fosse insistir em saber o porquê do acontecido, certamente, deveria perguntar também por que Deus permitiu nossa amizade e tantos momentos bons. Por que os tempos de escola foram quase que "mágicos", era como se vivêssemos num seriado de tv, tudo tão divertido e tão perfeito! Aí, o entendimento sobre a soberania de Deus pacifica a minha alma, anestesia a minha dor e me faz agradecer por tudo o que Ele tem feito e por tudo o que vai fazer. Por isso, andamos pela fé, em entrega total, certos de que lá na frente, o filme de nossas vidas sempre terá um final feliz.

Sempre.

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Um comentário:

  1. Sinto muito pela sua perda. Que o Senhor continue te consolando.

    Abraços fraternos.

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