sexta-feira, 11 de julho de 2014

O Que Tem A Ver A Seleção Brasileira Com A Igreja Evangélica?




A teimosia de Felipão
"Eu não me arrependo de nada".


As Semelhanças Entre Seleção Brasileira E A Igreja Evangélica


Você pode até achar oportunismo uma postagem como essa, mas é bastante razoável extrair lições do esporte, principalmente quando uma tragédia (derrota de sete para a Alemanha) acontece. Mesmo que não tenha hábito de acompanhar futebol, não é um exercício dos mais difíceis enxergar semelhanças entre a seleção brasileira e a igreja evangélica dos nossos dias. Pena que isso aconteça nos aspectos mais negativos como passaremos a destacar.


Servos subservientes

Em 2002, o técnico Felipão não levou Romário porque este era uma figura que destoava no sentido de poder "bater de frente" com a comissão técnica. Em 2014, mais uma vez, o técnico convoca jogadores que ele pensa ter o perfil de seleção. Isso ficava bastante óbvio nas entrevistas coletivas dadas por diferentes titulares, reservas e a comissão técnica. Podemos resumi-las com uma única palavra: mantra. Após a derrota acachapante diante da Alemanha, o termo "pane" foi repetido como a justificativa do injustificável. Neymar, embora destoando um pouquinho ao reconhecer o futebol ruim apresentado, mais uma vez ratificou o "bom mocismo", requisito importante para integrar a delegação verde-amarela.

Assim se faz na igreja evangélica com a repetida lição de que devemos ser submissos a autoridades espirituais e que pecado de rebeldia é igual ao de feitiçaria. Esse é um ensino bíblico, mas a maneira como tem sido propagado é questionável, pois, produz crentes sem capacidade crítica. São como os jogadores que repetem o discurso do "professor" ainda que isso lhes custe a dignidade e a coerência (como nas afirmações de que o Fred realmente sofreu o pênalti contra a Croácia). Ser submisso a uma autoridade espiritual não significa ser capacho de ninguém. Só que da mesma forma que uma palavra mais forte, na seleção, pode custar a própria convocação ou o contrato de um patrocinador, na igreja, pode custar o cargo, o status...


Matrix - Uma outra realidade


As declarações dadas após a derrota para a Alemanha por sete a um dão margem a duas coisas: ou há um cinismo maquiavélico na comissão técnica ou todos estão catatônicos numa realidade paralela. Alguém já disse que uma mentira dita mil vezes, torna-se verdade. Por isso, acho que a segunda opção é a mais plausível. Felipão e Parreira foram sinceros em suas palavras, não aconteceram dissimulações, mas, elas foram ditas a partir de uma outra realidade criada após um trauma, nesse caso, o trauma de levar quatro gols em seis minutos. É parecido quando alguém nega o falecimento de um ente querido, percebe? Sim, para Felipão a seleção fez um excelente trabalho, Fred sofreu o pênalti, tudo foi perfeito, apenas perder para a Alemanha de sete é que foi um pequeno acidente de percurso. Sim, ele acredita nisso mesmo e não tem qualquer capacidade de se arrepender porque não há do que se arrepender.

De igual maneira pastores que ensinam sobre dízimos, ofertas, ofertas com propósito, sacrifícios financeiros, batalha espiritual, cura interior etc. Só porque está na Bíblia, não quer dizer que seja bíblico, ou melhor, o método de ensino e a moral da história podem ser muito bem deturpados e aí é que mora o perigo. Pois bem, alguns desmandos na administração das igrejas, escândalos e práticas antibíblicas nos dão clara percepção de que eles realmente acreditam naquilo que pregam. Estão sinceramente equivocados e, portanto, não tem qualquer capacidade de se arrepender porque não há do que se arrepender. Essa é a situação de muitas igrejas evangélicas carnais, infelizmente.

Fica assim exposto como a vida está sempre nos ensinando em qualquer situação sobre a importância dos nossos valores e de guardá-los da influência externa. Será que vale mesmo à pena não ter opinião própria para assinar mais um contrato de patrocínio? Não divergir do posicionamento tático garantindo a vaga de titular ainda que isso possa custar um vexame? Perder a hombridade para subir na hierarquia da igreja? Para não perder o salário pastoral e o estilo de vida conquistado?

A Bíblia diz que apenas para os que desceram à sepultura não há mais esperança.

Pense nisso...


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