sábado, 14 de setembro de 2013

O Que A Igreja Moderna E O Fred Kruger Tem Em Comum?


A Igreja Moderna Deixa Seus Fiéis À Beira Da Hora Do Pesadelo

Espinho na carne


Noite de sexta-feira 13, eu decido ficar de bobeira e ligo a tv. O clássico A Hora Do Pesadelo estava no ar e não pude abrir mão de relembrar minha adolescência com as desventuras de Fred Kruger. Qual não foi minha surpresa ao perceber uma semelhança entre a tônica do filme e a tônica do que podemos chamar de igreja moderna (carnal, fraca teologicamente). Antes de achar que há uma forçação de barra, pense comigo.

No filme, as pessoas são atacadas durante o sono. Algumas chegam a sonhar acordadas e não mais saber diferenciar a realidade da fantasia. Tanto que em várias cenas, as vítimas parecem conseguir fugir de seu algoz quando, de repente, olham pro lado e lá está ele! Lá está o lugar do qual tanto tentaram escapar. O desespero toma conta diante da incapacidade de lutar contra o mal que tanto lhe aflige. Esse quadro é fictício, no entanto, semelhante à caminhada espiritual de milhões de  evangélicos no Brasil.

Isso porque uma doutrina bíblica enfraquecida pelo fermento de modismos deixa o fiel numa fragilidade tão grande quanto às vítimas do A Hora Do Pesadelo. Primeiramente elas são envolvidas no emocionalismo que as deixa cativa de seus próprios sonhos. Não menos intenso é o pragmatismo teológico de chaves, segredos, passos a serem seguidos e que venham assegurar êxito numa determinada área da vida. Outro ponto ressaltado pela igreja moderna são os ritos e práticas que juram assegurar segurança espiritual preparando o crente para níveis mais altos de intimidade com Deus.

Como exemplo, citemos os seminários de cura e libertação ainda propagados enfaticamente por centenas de denominações. Desprezando as sagradas escrituras, põem a participação nesses eventos como condição prioritária e única para uma vida espiritual próspera. Ela fica também como passaporte para os pretendentes a cargos ministeriais dentro do templo. É o quadro perfeito para a hora do pesadelo! Por quê? Porque daqueles que conheci como defensores dessa prática, noventa e nove porcento voltaram para o próprio vômito. Seguiram as regras, ensinaram as regras, esforçaram-se o quanto puderam, mas, assim como no filme, quando pensavam estarem livres de seus espinhos, eis que eles apareciam subitamente.

Como A Sã Doutrina Pode Ajudar?


Tanto para neopentecostais quanto para reformados, tentações e concupiscências sempre baterão à porta. A diferença está em como se reage a elas. A sensação de falsa segurança espiritual passada pela igreja moderna deixa seus fiéis indefesos àquela que é a pior decepção que alguém pode ter: consigo mesmo. Ter corrido tanto, ter se doado tanto, ter acreditado tanto que seminários e ritos específicos eram proteção e sucesso garantido para depois se ver envolto em tentações e pecados faz com que muitos indoutos optem pelo pior caminho. Entregar-se, render-se diante do inimigo que imaginaram um dia ter vencido.

Assim como na ficção, esse filme parece não ter um fim definitivo. Basta notar a rotatividade das igrejas modernas, pois, na mesma proporção que muitos caem pra não se levantar, outros chegam e alimentam o processo macabro. Crer, obedecer, cair e permanecer caído. A hora do pesadelo está apenas começando para alguns.

Que o Senhor tenha misericórdia!


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