sexta-feira, 27 de julho de 2012

Racista É A Vovozinha!

A mulher de 53 anos que teria cometido o crime de discriminação e racismo contra uma menina negra de 4 anos, que dançou quadrilha com o neto, um garoto branco de 5 anos, deverá ser indicada por injúria qualificada. A pena prevista nesses casos pode variar de um a três anos de prisão. Pelo fato de ser ré primária, no entanto, a punição deverá ser convertida em prestação de serviços ou pagamento de cestas básicas. Nesta quarta-feira (25), às 10 horas, mais uma professora que presenciou as ofensas vai prestar depoimento e deve confirmar a denúncia de racismo contra a menina. A informação é do delegado Juarez Gomes, da 4ª Delegacia de Contagem.

Conforme a Polícia Civil, um inquérito foi insataurado para investigar o suposto crime de discriminação e racismo, que teria ocorrido durante uma festa junina, realizada no último dia 7, na escola infantil Emília.

Na festa, a menina D., negra, estava vestida de noiva e dançou quadrilha com o coleguinha C., um garoto branco. Nenhum incidente ocorreu na festa. No entanto, segundo o delegado, três dias depois, a avó do menino, Maria Pereira Campos da Silva, a “Mariinha”, de 53 anos, teria invadido a escola em buscas de explicações de quem teria deixado o neto dançar com a “menina preta horrorosa”. Essas palavras teriam sido ditas em frente à menina e outros dez coleguinhas. Muito assustada com o comportamento da mulher, a menina passou mal e chegou a vomitar.

A professora Cristina Pereira Aragão, de 34 anos, que assistiu a tudo horrorizada, exigiu providências da diretoria, sem sucesso. Inconformada, ela pediu demissão e relatou tudo à mãe da menina, a atendente de marketing Fátima Viana Souza, de 41 anos [foto]. Juntas, elas foram à polícia e denunciaram o caso. O delegado disse que a acusada já prestou depoimento e negou as acusações.

Na terça-feira, o Hoje em Dia esteve na casa da menina, que demonstra estar superando o incidente. “Eu mesma já fui vítima de racismo, mas, com uma criança, é muita covardia, Isso não pode ficar impune e vou até o fim”, afirmou Fátima. Procurada em sua casa, “Mariinha” não foi encontrada.


Meus comentários: não sabia  o que era racismo até namorar uma negra linda que viria a se tornar minha esposa. Os olhares, principalmente na zona sul do Rio de Janeiro, apontavam como se houvesse algo errado. Coé desse muleque? Aí, eu me liguei que toda essa coisa de que no Brasil somos todos mestiços, miscigenados e não há preconceito é mó caozada mermo. Que não tem essa de distinção pela cor e tal [?], é legal e encaixa bem nos programas de tv, mas não é o que se vê nos corredores dos shoppings da classe A.

Fico me perguntando se não tá cheio de vovozinha escondida por aí nos bancos das igrejas. Nunca ouvi nenhuma pregação a respeito. Outro dia me peguei pensando porque ninguém mais empunhou a bandeira do pastor Martin Luther King. Já não se prega sobre tanta coisa, mais uma menos uma... deixa quieto. E se o diabo veste Prada, o ministro veste Armani, tá na benssa! Vida que segue. Somos corpo e assim bem ajustados/ Totalmente ligados, unidos, vivendo em amor e que segue as estatísticas conforme o padrão da sociedade. Templos da periferia lotados de negros e pardos, lugares privilegiados com predominância de caucasianos que se casam e se dão em casamento entre si.

Permaneçamos firmes!

Fonte da notícia: Hoje Em Dia.
 
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2 comentários:

  1. Irmão André.

    Venho te comunicar que, infelizmente, o que você pensa é real. É real até demais. As vovozinhas já inundaram os templos e continuam atirando para todos os lados, sempre com rosto de cordeiro. Comigo foi assim. Foi só pegar um pouco de intimidade que surgiu um apelido carinhoso, engraçado, e tudo bem. Daí se espalhou, e é impossível fazer qualquer menção à minha pessoa na igreja sem relacionar-me à minha cor. Os nomes vêm até do altar! E o pior é que eu não sou o único negro na minha igreja. A mesma "igualdade teórica" existe quanto a dois irmãos deficientes que temos lá. Eles não são muito populares e sempre se acomodam nos últimos bancos, pois sentem que "assustam" as vovozinhas. Oh Deus, nos entregue a mensagem que o Senhor confiou ao Pr. Martin naqueles dias! Levanta-te igreja! Estamos ão preocupados em xingar os homossexuais, as células-tronco, propagar nossas doutrinas e fiscalizar nossos membros, que esquecemos dos nossos defeitos.

    Sei que a lida espiritual é assim, cheia de infelicidades, discutindo entre si e amando-se, como uma familia, mas que Deus possa nos dar força e entendimento para suportar, pois do jeito que tá, não sei onde vai parar.

    Permaneçamos firmes!

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  2. A impressão é que samu todos irmão! [Só não peça pra orar com a minha filha, rapaz! Sabe como é...]. Ou se o irmão é branco e intenta orar com a irmã negra, ouve logo dos pais um "Você TEEEEEM certeza???". Ah, não, aqui não rola isso não véi... Eu quero acreditar! Eu preciso acreditar! Arquivo X.

    Permaneçamos firmes!

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