sábado, 24 de março de 2012

E Chico Anysio Tinha Razão...



"Vocês me acham um homem mal? Vocês ainda me querem como mentor de todos ou querem que eu me afaste de seus corações? No entanto, devem ter lido nos jornais o que publicaram a respeito deste humilde mentor de vocês. Acusações imerecidas, falsidades descomunais e ofensas indominiosas".

"Temos a mais moderna literatura espiritual... podem ser encontrados nas livrarias e bancas de jornal de todo o mundo por um preço ao alcance de todos. Mas também serão doados... todos os primeiros domingos de todos os meses de maio entre 6h e 6h10min da manhã - desde que não chova".


Tim Tones, personagem criada pelo humorista Chico Anysio inspirada no Reverendo Jim Jones. Na década dos anos 1980,  a sátira era crítica a pastores norte-americanos apenas, uma vez que, nos púlpitos brasileiros ainda não se via tal aberração.


Quem foi Jim Jones?

James Warren "Jim" Jones (Crete, Indiana, 13 de maio de 1931 - Jonestown, 18 de novembro de 1978) foi um líder de seita estadunidense e fundador da igreja Templo dos Povos (Peoples Temple), e mentor do suicídio em massa da comunidade de Jonestown, na Guiana, em 18 de novembro de 1978, com o resultado de 918 mortes, em sua maioria por envenenamento.

O Templo dos Povos

Em 1954, Jones criou a sua própria igreja em uma área da cidade racialmente integrada. O culto recebeu vários nomes até adquirir a denominação definitiva de Peoples Temple Christian Church Full Gospel (Templo dos Povos), em 1959.

O movimento se expandia no país através de caravanas, distribuição de folhetos (especialmente entre viciados em drogas e sem-teto), concentrações em grandes cidades (como Houston, Detroit e Cleveland) e reuniões de testemunho. No entanto, todas as reuniões eram sediadas em San Francisco, que tornou-se a sede da organização em 1972. Em seu auge, em meados dos anos 70, o Templo dos Povos reuniu cerca de 3 mil membros, dos quais 70 a 80% eram afro-americanos pobres. Estatísticas exageradas do próprio movimento subiam seu número para 20 mil pessoas.

As finanças do movimento provinham de doações provenientes de seus membros ou de pessoas influentes. Objetos pessoais de Jones e amuletos eram também vendidos e o Templo chegou a ter estação de rádio e sua própria gravadora de discos.
 

Semelhanças com os dias atuais

1) Apesar de ser chamado “Reverendo”, Jim Jones jamais foi ministro ordenado.

Alguns pastores têm um título fabricado em seminários do tipo supletivo. Outros se gabam de formação acadêmica em universidades no exterior, mas de qualidade totalmente questionável. Alguns, nem isso tem e, ainda assim, são fundadores de suas denominações alegando terem "uma palavra de Deus".


2) Jones era um adepto da cura pela fé, e via a si mesmo como um profeta, capaz de realizar milagres e com o dom da clarividência. Ao lado das reuniões de milagres para um grande número de pessoas (semelhantes as dos pentecostais desta época), Jones mantinha um constante serviço de assistência social aos mais pobres de sua comunidade. Cerca de metade dos integrantes do Templo em Indianápolis era de afro-americanos.

Isso lembra ........................................................ [preencha você mesmo a lacuna].


3) No decorrer de sua pregação mística, Jones afastou-se ainda mais do cristianismo tradicional e tornou aberto o seu “Socialismo apostólico”.

Isso lembra o ........................................................ [preencha você mesmo a lacuna].


4) O Paraíso não podia ser mais encontrado no além-túmulo e sim na existência terrena, através da luta pela igualdade.

Pregação enfática nas conquistas pessoais do tempo presente. Nada de sã doutrina nem de ensino da Palavra, porém, interpretação equivocada da passagem em que o apóstolo Paulo diz sobre "reinar em vida".


Tim Tones punha-se como o tutor, o guru, o pai espiritual, aquele recebor de uma divina revelação, um ungido do senhor inquestionável espelhando o comportamento do líder de uma seita. Mal sabia Chico Anysio que esse foi um quadro profético que retrataria em detalhes a tragicômica realidade evangélica brasileira nos anos 2000. Não acredite em blogueiros, teólogos e jornalistas, se assim preferir. Compare o discurso de  Tim Tones com o seu ambiente de culto e tire você mesmo suas conclusões.

Permaneçamos firmes!

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