sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Deivid do Flamengo e uma lição para o crente frouxo, covarde e otário


Mesmo se você mora fora do Brasil deve ter ouvido falar no episódio tragicômico protagonizado pelo atacante Deivid do Flamengo, nessa quarta-feira - jogo das semi-finais da Taça Guanabara, campeonato carioca [Clique Aqui]. A estapafúrdia perda de um gol elevou o jogador ao noticiário internacional devido ao fato ter pesado e muito na derrota rubro-negra (se bem que isso nada tem a ver com a limitação tática do seu treinador, mas... esse é outro papo). A coisa é uma aberração tão grande que, na hora, eu pensei: é encosto! Só pode ser!

Difícil encontrar uma explicação razoável, é verdade. Mas, no dia seguinte, ele que já suportou pacientemente um ano e meio de atrasos de salário, surpreendeu ao pedir a palavra na entrevista coletiva e dizer: a culpa foi minha. Simples assim. Ele assumiu a culpa pela derrota sem maiores delongas porque, segundo suas próprias palavras, não é frouxo, covarde e otário. Contrariando o caráter da presidenta do clube - que num dia garantiu Vanderlei Luxemburgo como técnico para no outro demití-lo negando que tivesse dito alguma coisa - Deivid tomou uma atitude de rara coragem nos dias atuais.

Lembram de Adão no jardim do Éden? O problema foi a mulher que tu me deste... Os filhos de Adão continuam por aí. Quem desvia, esfria, cai na fé é porque a culpa é do pastor que se corrompeu, a culpa é da igreja que não dá assistência, a culpa é do diácono, do líder, é porque tava chovendo, porque tá calor, porque mora longe, porque tá cansado... E eu sou o Bozo. Sim, cada caso é um caso, eu não posso generalizar, porém, em meio a tantos casos, quem dera tivéssemos mais Deivids no nosso meio. Tem muito jovem evangélico que é frouxo, covarde e otário.

Vai dizer que não é assim quando o cara cai com a namorada, mas na tentativa de amenizar manda aquela de "mas não rolou penetração"! Ou pede pra orar com alguém, às vezes, nem isso e depois que carimba "já peguei" começa a sentir que não sabe se é de Deus, que é melhor dá um tempo. Ou o rapaz é dito como seduzido pela garota, ele não teve culpa (afinal, ele é filho de pastor, sabe coméquié?). Ou, como eu já ouvi, quando uma caiu em adultério: "mas também, o marido não chegava junto". São muitas justificativas para o injustificável. Ninguém está livre do tropeço, quem está de pé, vigie para que não caia, mas, se cair, não ponha a culpa no tamanho da pedra, no buraco na estrada, na falta de iluminação. 

Portanto, fazer uma auto-análise e assumir a responsabilidade é o mínimo que jovens evangélicos podem fazer porque não precisa ser cristão para isso. É coisa de sujeito-homem, de quem tem valores morais e normas de conduta para viver em sociedade. O trabalho de discipulado, hoje, parece-me mais árduo, porque, não se restringe à educação espiritual. Por causa de pais que sempre passam a mão na cabeça de seus filhos e engolem suas desonras sobra para a igreja o papel de educação moral e cívica. Não fugimos, dizemos ei-nos aqui, entretanto, quem crerá na nossa pregação? Pare de fugir de si mesmo, enquanto ainda há tempo. Judas fez isso, viveu como um frouxo, um covarde, metendo a mão na bolsa e deu no que deu...

Permaneçamos firmes!

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2 comentários:

  1. Só você mesmo para fazer o Deivid de parâmetro para uma mensagem.

    É isso, avaliemo-nos diariamente e honremos nossas Zorbas.

    Abraços.

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    1. Parafraseando o pr. Adeildo Costa, a mente de um pregador itinerante é uma mente fértil! rs.

      Essas abstrações advém das aulas de Antropologia e Filosofia, nos tempos da facul. Certamente, você não se esquecerá das suas!

      Tamu junto!

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