sábado, 12 de setembro de 2009

Sã doutrina e ensino bíblico: os órfãos do evangelicalismo contemporâneo praticado por alguns.




É verdade que alguns pregam Cristo por inveja e rivalidade, mas outros o fazem de boa vontade. Estes o fazem por amor, sabendo que aqui me encontro para a defesa do evangelho. Aqueles pregam Cristo por ambição egoísta, sem sinceridade, pensando que me podem causar sofrimento enquanto estou preso. Mas, que importa? O importante é que de qualquer forma, seja por motivos falsos ou verdadeiros, Cristo está sendo pregado, e por isso me alegro. De fato, continuarei a alegrar-me...
Fp 1.15-18.

Imagine-se novo em uma empresa. Iniciada as atividades, dizem para você não fazer isso, isso, isso e aquilo e também não se comportar de tal maneira e que isto não pode, isto também não pode e pronto! Bom trabalho! No mínimo, você olharia com aquela cara de bobo pensando: E...? Porque disseram tudo o que é errado, você aprendeu tudo sobre como não exercer sua função, mas, esqueceram de ensinar o certo e principalmente, como fazê-lo. Numa época em que a liberdade de expressão atingiu patamares incontroláveis com o advento da internet, assistimos uma verdadeira batalha de gladiadores no meio evangélico. Talvez em nenhum outro tempo a carnalidade mostrou-se tão explícita quanto agora, entre os que acusam e os que se defendem. No meio dos ataques e contra-ataques, lábios enegrecidos falam de tudo, menos da sã doutrina.

Paulo, preso, tomou conhecimento de que muitos irmãos seus, possivelmente discípulos formados por seu serviço cristão, agora, aproveitavam-se de sua prisão e do evangelho para se auto-promoverem. Como ele sabia a real motivação daqueles pregadores? Eu não sei. Parece, porém, que ele afirma com conhecimento de causa! A questão é que independente da intenção, Paulo se atem ao seu chamado sem se importar muito com eles, afinal, quem converte não é o preletor e sim a Palavra. Que belo exemplo a ser seguido. Devemos cuidar de não perder tempo criticando com veemência pessoas que não conhecemos, não convivemos, como se tivéssemos o dom da onisciência para saber qual a real intenção do seu ministério. Nada é construído em cima da destruição alheia. Para edificar não é necessário derribar. Acaso o guarda de Israel deixaria os seus se perderem por causa de homens? Ele nos instrui e ensina o caminho (Is 28.26). Se isso é verdade (e sim, é verdade sim), cabe ao Senhor o juízo da intenção dos corações porque ninguém deixará de receber a salvação por causa dos ministros de Mt 7.22.

É verdade que existem hoje os que pregam o evangelho de boa vontade e os que pregam outros evangelhos caracterizados por princípios humanistas e fábulas e fazem isto de boa vontade. São sinceros, ainda que equivocadamente sinceros. Estes são chamados de cães, pelo apóstolo Paulo (Fp 3), num discipulado corretivo a Clemente, Evódia e Síntique, a fim de resolverem uma demanda surgida entre eles... Captou a mensagem? Discipulado corretivo. Paulo não falava a um novo convertido, falava a líderes, pessoas maduras na fé, definidas e capazes de pensar e refletir à luz da Bíblia. Aqui está a pedra de tropeço de muitos.

1) Paulo combatia a pregação e não o pregador. Parece a mesma coisa, mas, não é. A crítica não se dava no âmbito pessoal, mas, era uma questão doutrinária já que ele identificava uma anomalia no discurso: a circuncisão e o apego as coisas terrenas.

2) Paulo não critica por criticar. Ele apontava o erro e ensina o que fazer e como fazer. Convoca os seus para não perderem o foco (prosseguir para o alvo), explica o que significa circuncisão na nova aliança, afirma que os maduros na fé deveriam ter o seu entendimento, não perde tempo com questionadores infundados (Fp 3.15) e pacifica o assunto destacando o fim daqueles e a recompensa dos justos.

Quantos não perdem tempo apenas apontando o erro sem ensinar o que é certo e como fazê-lo? Gastam energia minando algo que há de ser julgado pelo Deus de Israel como se Ele não soubesse o que está acontecendo. Se é a Bíblia que defendemos, contenhamo-nos nela! Façamos segundo seus ensinamentos. É necessário sabedoria e cuidado com as palavras. Cabe a cada pastor apascentar as suas ovelhas no caminho que devem andar e não a blogueiros, Msn'ers e Orkut'ers. Seria muita pretensão querer cuidar das ovelhas dos outros via web. Se alguém usa o púlpito como uma trincheira de guerra, problema é dele. Deveria pensar no visitante, no novo convertido, no desviado que está tentando voltar, nos parentes daquele que são o seu alvo... a coisa não deveria descambar para o lado pessoal. Nem todos têm ouvidos para ouvir certas coisas! Por isso Paulo foi seletivo no seu discurso.

Recentemente, vivenciei uma experiência curiosa. Um amigo meu foi marcado com um "x" na sua igreja. Agora ele não presta mais. Selecionaram, apertaram o delete e bum! Confesso que a revolta no meu peito se acendeu. O mouse do meu pc se transformou num gatilho e meu dedo coçava. A postagem já estava pronta na minha mente, porém, não foi publicada porque me constrangi. Meu amigo disse que estava sendo massacrado, mas, permaneceria quieto, num estilo paulino, prosseguindo para o alvo. Tudo o que eu pensei em escrever sobre aquele pastor depositei no altar de Deus. Não pus o sol sobre minha ira, pois, certamente minhas palavras não edificariam a ninguém e por tabela, entristeceriam o Espírito Santo. E as vidas que tem se aproximado de Cristo pela pregação daquele homem? Não, não quero servir de tropeço a neófitos...

Quem não desejar ser questionado, não se envolva. Não faça nada. Quem quiser questionar, faça de mãos dadas com a ética e com a Doutrina. Exalte-a. Promova-a. Ensinando os seus no caminho que se deve andar automaticamente eles saberão quais caminhos não percorrer. Simples assim. Mas, cuidado! Você está em posição de contradizer para ensinar? Foi-lhe dado a condição de ensinar ou discipular alguém? Em caso negativo, então, quem está respaldando suas palavras? Em caso afirmativo, não queira cuidar do filho do vizinho... Como um bom exemplo, publico o vídeo do pastor Mark Driscoll . Tremendo quando ele diz não se importar com a fama, as posses financeiras do referido pregador, ou seja, não é nada pessoal. O problema nisso, se houver, é resolvido entre a pessoa e o Deus de Israel. A contradição está na pregação e, seguindo o apóstolo Paulo, Mark expõe na Bíblia (e não em conceitos pessoais) suas divergências. Eu sei que ele pode se desvirtuar um dia, é verdade (como alguns irmãos brasileiros que me são, atualmente, irreconhecíveis), mas, por agora, ele é um dos poucos pregadores de linhagem histórica dos nossos dias. Por quê? Bom... existe algum registro de Calvino e Armínio se atacando? Ou suas divergências e críticas ficavam no âmbito das idéias? Todo discurso sem um real ensino bíblico é um discurso coxo! Palavras mudas.

Leia a sua Bíblia. Espalhe as pedras quando isto lhe for imputado e oportuno, não para si mesmo, para o Senhor.

Leia a sua Bíblia para alcançar entendimento sobre o que fazer, como fazer, quando fazer e de que forma fazer.

Leia a sua Bíblia para desenvolver a sua salvação e assim provocar os outros ao mesmo desenvolvimento.

Leia a sua Bíblia para serrar a trave dos seus olhos que, por vezes, deturpa a imagem do seu próximo.

Leia a sua Bíblia. Faça este favor a si mesmo.







Um comentário:

  1. Parabens pelo blog, que Deus continue te abençoando, te capacitando em nome de Jesus, visite meu blog passa lá e comenta, te vejo por lá.

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