terça-feira, 21 de julho de 2009

A fé sem obras do cristão moderno e sua natureza inoperante

Vilarejo indiano faz casamento de sapos

Tradição diz que ritual agrada aos deuses da chuva.
Moradores esperam benefícios para a agricultura local.


Crianças acompanham com atenção o momento do "sim".


Indianos celebraram neste domingo (19) um 'casamento' de sapos no vilarejo de Madhyaboragari, a cerca de 85 quilômetros de Siliguri. Segundo a tradição local, a união simbólica dos anfíbios agrada aos deuses da chuva, o que garante melhores colheitas.



Os noivos contraem os laços matrimoniais pelas patas.


Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo


Esta é um notícia tragicômica. Absolutamente incrível o que a cegueira espiritual pode fazer com uma nação. E saber que o tal casamento é bastante comum por toda a Ásia. Em março, foi realizado em Bangladesh para atrair a chuva. Pensando em tudo o que acontece no meio evangélico (ou deixa de acontecer), cabe uma reflexão.

Está escrito:"Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação".
1Co 1.21.


Quando se fala de loucura, vem a mente a concepção de extravagância, algo até imprudente. O apóstolo Paulo, no entanto, mostra que diante de tantas aberrações mundanas, o normal, o simples acaba se transformando em loucura. Ser normal é ser maluco. Então, no Reino de Deus, ninguém será obrigado a cometer atos impensados ou vexatórios (como um casamento de sapos, por exemplo). Basta somente pregar a palavra, algo desejado pelos anjos e dado ao homem pelo próprio Deus.

Aí percebemos que tem muito crente perdendo de goleada para os indianos. Dentro daquilo que creêm, eles parecem dispostos a ir até o fim, sem qualquer tipo de questionamentos ou condições. São convictos naquilo que fazem, ainda que pareça estapafúrdio. Por isso mesmo, quando se convertem são uma benção. Centenas de irmãos indianos estão presos, outros vivem em condições sub-humanas debaixo de ameaças e ainda assim prosseguem na carreira da fé. As obras sempre acompanham seja lá qual for a sua fé. Semelhante a Paulo, como fariseu ou apóstolo, um obreiro aplicado nas suas convicções.

Do lado de cá do meridiano, percebemos um espécie de religiosos relaxados com a fé que professam (os tais não-praticantes) e continuam assim ao mudar de religião. Parece penoso para muitos este negócio de ser crente. O estímulo maior de se parecer com Cristo e ter livre acesso a Deus por meio dEle torna-se insuficente. A meta é conciliar a nova vida com a antiga, é conciliar a igreja com o mundo, a vida com Deus com a vida social. O que os outros vão pensar é a algema que prende os pés de muitos que estão na igreja e ao mesmo tempo à beira do caminho.

"Não preciso sair por aí pregando" é o capuz onde muitos se escondem para não se pregar NUNCA. É mais cômodo. Se não prega nunca, a leitura bíblica pode ser diminuta. Basta comer o que sai do altar aos domingos. Se sair pão bolorado, tudo bem, afinal, cada um dará conta de si, não é? Ora ora... quando aprenderemos que existe tempo para tudo sim, tempo de calar, mas, tempo de falar e falar a VERDADE. Pecado é pecado e ponto final. Sem arrependimento ninguém chegará a Deus. Ah, Senhor... que cultura humanista é esta que adentra nos templos e sobe para pregar ao povo? Doutrina em que o homem passa a ser o centro de tudo... como um bebezinho, merece toda a atenção do mundo. Ó cuidado, não faça isso, não fale isso para não constranger. Não constranger??? Por um acaso você conhece alguém que tenha se arrependido de algo sem antes ter-se constrangido????

A palavra de Deus liberta. A fé não vem pelos louvores. A fé não vem pelo orkut, nem pelo msn. A fé não vem por meio de festas. A fé não vem por coleguismo nem confraternizações. A fé não vem pela auto-ajuda, nem pela Programação Neuro-linguística. A fé não vem pela Psicologia. A fé não vem por ser um cara legal. A fé vem pelo ouvir e ouvir a palavra de Deus. E ela não precisa de ajuda, amém? Por que nunca houve um número tão grande de pessoas nas igrejas fracas na fé? Será somente pelas lutas e agruras deste século? Ou será que é falta de alimento espiritual genuíno? Se há falta, isto não serve para encobrir a inexistência de uma busca particular e o não abrir da Bíblia para esquadrinhá-la. A natureza inoperante acostumada a ser servida conflita com a posição de servo no Reino de Deus e induz a uma vida cristã achatada. A conversão é sinônimo de transformação e não adaptação!

O humanismo está injetando timidez no coração de muitos. É constrangimento demais assumir a fé no meio dos colegas da faculdade ou no círculo social. Desta maneira, milhares de vidas famintas continuam incrédulas porque:

Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? Rm 10.14



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