domingo, 29 de março de 2009

É hora de conserto!!!




E dois dias depois partiu dali, e foi para a Galiléia. Porque Jesus mesmo testificou que um profeta não tem honra na sua própria pátria. Chegando, pois, à Galiléia, os galileus o receberam, vistas todas as coisas que fizera em Jerusalém, no dia da festa; porque também eles tinham ido à festa. Segunda vez foi Jesus a Caná da Galiléia, onde da água fizera vinho. E havia ali um nobre, cujo filho estava enfermo em Cafarnaum. Ouvindo este que Jesus vinha da Judéia para a Galiléia, foi ter com ele, e rogou-lhe que descesse, e curasse o seu filho, porque já estava à morte. Então Jesus lhe disse: Se não virdes sinais e milagres, não crereis. Disse-lhe o nobre: Senhor, desce, antes que meu filho morra. Disse-lhe Jesus: Vai, o teu filho vive. E o homem creu na palavra que Jesus lhe disse, e partiu. E descendo ele logo, saíram-lhe ao encontro os seus servos, e lhe anunciaram, dizendo: O teu filho vive. Perguntou-lhes, pois, a que hora se achara melhor. E disseram-lhe: Ontem às sete horas a febre o deixou. Entendeu, pois, o pai que era aquela hora a mesma em que Jesus lhe disse: O teu filho vive; e creu ele, e toda a sua casa. Jo 4.43-53

Um alto oficial, um nobre, um homem que apesar de seu status tinha demandas como qualquer pessoa. A Bíblia relata que este homem tinha um filho enfermo na cidade de Cafarnaum, aquela mesma cidade, dita impenitente. Tantos foram os milagres operados ali sem arrependimento por parte dos seus habitantes que Jesus prometeu haver menos rigor para ela, no dia do Juízo, do que para Sodoma e Gomorra.

Jesus havia decidido voltar para a Galiléia porque os fariseus descobriram que mais e mais discípulos estavam sendo feitos na Judéia. Após permanecer em Samaria por um tempo, Jesus finalmente chega a Galiléia sendo encontrado pelo alto oficial. Não foi tão fácil, ele teve que subir (a pé, a cavalo ou de camelo...) até o lugar em que Jesus estava. Ao colocar a sua petição, existe uma ponderação por parte do Messias. Afinal aquele homem era de Cafarnaum. Após tantos sinais, Jesus resolve operar mais um para que os daquela cidade pudessem testemunhar do seu poder. Ah... o Senhor, sempre longânimo e benigno! A maneira como o alto oficial clama a Jesus fez a diferença porque ele era um alto oficial do rei e diante de um carpinteiro, ele pede, roga e o chama de Senhor.

Ali, já não era mais uma questão meramente pessoal. Ali já não era apenas a busca da solução de um problema. Este clamor denuncia a compreensão sobre quem era Jesus. Não apenas alguém que resolve mas alguém que cura, liberta e principalmente salva! Existe, no meio evangélico, o ditado de quem não vem pelo amor vem pela dor e não deixa de haver um fundo de verdade nestas palavras. O ponto crítico é alguém se achegar e permanecer na igreja somente para seus próprios interesses. Este é o mal do qual sofremos nos dias de hoje!

Aquele homem numa atitude desesperada e sincera pede a Jesus para que Ele descesse até aonde seu filho doente se encontrava. Como assim? Alguém sendo servo pedir ao seu senhor para que ele desça? Ele sobe aonde Jesus está, ele se humilha abrindo mão de sua posição social, ele pede, ele roga e a glória de Deus desce exatamente onde ele mais precisava. Quando eu e você subimos à presença de Deus através da oração, a glória de Deus desce sobre nossa vida! Quando subimos a presença do Rei vazios de nós mesmos encontramos o Seu favor! Este é o mecanismo e a lição a ser aprendida.

Por que estamos na igreja? Por que nos afastamos das coisas mundanas e frequentamos uma denominação? Pra quê? Qual é o nosso real interesse? No reino de Deus não há lugar para sorriso amarelo. Não é lugar para mesquinhez ou para mais ou menos. Clareza de sentimentos e honestidade são premissas das quais Deus não abre mão no relacionamento com os seus. Muitos, nessa dispensação, acabam caindo numa rotina espiritual, reclamam que é tudo a mesma coisa, já não se sentem tão motivados como antes. Por trás de tais palavras existe um desapontamento egoísta por não ter satisfeito suas necessidades, seja de reconhecimento, seja de qualquer outra coisa. Ora... há uma insatisfação generalizada no meio evangélico por boa parte dos que lotam as igrejas no domingo. Sentimentos reprimidos, por vezes camuflados e fortalecidos pelas mensagens humanistas de alguns púlpitos. Deus te pergunta:

Ó povo meu, que te tenho feito? E com que te enfadei? Testifica contra mim. Mq 6.3

O Senhor dos Exércitos pergunta qual é o problema? Em que Ele tem errado contigo? Não adianta transferir a culpa para o pastor, para o líder, para a denominação, para isso ou aquilo. Olhe pra dentro de ti mesmo e veja quem está sentado no trono do teu coração! Pare e vomite de uma vez esse ego alimentado pelo vinho do inferno! Converta-te desses maus caminhos, caminhos humanistas, enquanto ainda podes!

Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça e ames a begnidade e andes humildemente com o teu Deus? Mq 6.8

Se tu consideras isto muito pesado ou se a motivação do teu coração está fora destas palavras, arrepedenda-te! Procure com urgência o teu pastor ou um irmão mais chegado e confesse o pecado. Peça ajuda! Pode parecer algo simples, nem tão grave assim, porém, essas palavras foram para o povo de Deus num período de equívoco espiritual. Palavras duras justamente pelo amor incondicional que nos é direcionado pelo nosso Senhor. É hora de conserto! Enquanto há vida, há tempo para quebrantamento e para voltar os pés aos estatutos bíblicos. Saiba crente que nossos pontos-de-vista e opiniões cabem dentro de uma caixa de madeira. Todos os achismos e discordâncias fúteis descem conosco ao pó da terra. Vê-se, então, que muitas vezes tudo deu em nada. Tanta impenitência... para nada. Queimando no fogo do inferno, saberás o porquê e lembrarás entre gemidos e ranger de dentes como foste enganado pelas deturpações de tua alma. A sede pelo poder. A dureza de coração é a pá que cava a sepultura. Desperta... antes que anoiteça!

É dada a oportunidade para considerarmos nosso caminhar. Saber se temos um coração disposto a sair da incredulidade (Cafarnaum) ou de uma fé tacanha e subir à presença de Jesus (Galiléia). Esquecermos do que temos ou do que somos (alto oficial) e clamarmos com toda a força: Senhor! Senhor, desce! Saber tratarmos com Deus e com aqueles que ele estabelece na terra para cuidar do Reino. O temor é o princípio.

Assim, de verdade, creremos todos! Nós e os de nossa casa!

Amém.




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