domingo, 2 de março de 2008

Na Terra das Aparências


Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3.16

Sobre os ímpios ele fará chover brasas ardentes e enxofre incandescente; vento ressecante é o que terão. Salmos 11.6

Na Terra das Aparências é o nome do cd de uma das minhas bandas preferidas. Não consegui encontrar uma outra gravura que ilustrasse tão bem o que vivemos hoje em dia. Não quero ser repetitivo, porém, a conivência e o consenso em torno de se conformar com o pecado disfarçado é gritante e nos faz refletir uma vez mais. Muita gente boa dentro dos nossos templos não sabe que o inferno existe e nem mesmo que o pecado, mesmo perdoado, traz conseqüências irreversíveis. Veja o que Paulo diz:

“sua obra será mostrada, porque o Dia a trará à luz; pois será revelada pelo fogo, que provará a qualidade da obra de cada um. Se o que alguém construiu permanecer, esse receberá recompensa. Se o que alguém construiu se queimar, esse sofrerá prejuízo; contudo, será salvo como alguém que escapa através do fogo. Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; pois o santuário de Deus, que são vocês, é sagrado. Não se enganem”. 1Co 3.13-18

Ele diz que mesmo salvo, você terá prejuízo, e adverte para que não nos enganemos. Por outro lado, o que se percebe atualmente é uma pregação “xuxaniana”, do tipo “Doce doce doce, a vida é um doce, vida é mel”, uma pregação que reduz a Palavra a uma caixinha de promessas até porque mesmo as exortações parecem passar por uma censura branca. Acredito num Pai de amor sim, mas também, num Pai que corrige e nem sempre me fala o que gostaria de ouvir.

Cuidado!

Na Terra das Aparências a pregação é à moda Kardec, ou seja, apenas partes selecionadas das Escrituras, partes estas que visam respaldar achismos e opiniões humanas. Eu creio numa Bíblia que é toda ela apta para redargüir e consolar. Toda ela e não apenas parte. Tem muita ovelha que está sofrendo de anemia. Falta vitamina, falta proteína. Palavras cheias de calorias no domingo à noite que mal duram até a hora de chegar em casa. E assim vai se vivendo na Terra das Aparências! O culto foi uma “benssa” mas, não me pergunte o que foi pregado porque não me lembro... Ovelhas mirradas e famintas surgem aqui e ali e se pegam vivendo uma vida meio Arquivo X, “A verdade está lá fora”. Conjecturar virou o verbo da moda. Algumas conjecturas, alguns exemplos do cotidiano e pronto: lá se foi mais uma pregação. A sã doutrina e a justiça? Não, não... não é isso que o povo quer ouvir. Ah, mas é assim mesmo, nem sempre a palavra é pra você, dirão alguns. Sim, é verdade. Curioso é que tem ovelha se perguntando porque a palavra nunca é para ela e na tentativa de se manter “o sistema” vem a resposta, É assim mesmo...

Enterraram a Teologia da Cruz de Martinho Lutero. Romperam com a tradição e criaram outra: não ter tradição. Com essa desculpa, a banalização da reverência criou a figura de um jesus-colega. Eu duvido muito do efeito da oração de um justo que ora mascando chiclete feito um bode. Das palavras proféticas de lábios que dizem que “vão ver...” e nunca vêem, que dizem fazer isso e aquilo, mas, nunca o fazem. Do amor interessado em cargos e destaque. Da comunhão provinciana e da congregação cheia de capitanias hereditárias. Eu duvido e protesto! Protesto contra o joguete para ser ordenado, para ser convidado para pregar. Protesto contra os testemunhos previsíveis e contra a “irmandade” que controla o “establishment”. Protesto contra o riso no lugar do choro e contra o júbilo que afasta o arrependimento!

“Eu odeio e desprezo as suas festas religiosas; não suporto as suas assembléias solenes. Mesmo que vocês me tragam holocaustos de ofertas de cereal,isso não me agradará. Mesmo que me tragam as melhores ofertas de comunhão eu não darei a menor atenção a elas. Afastem de mim o som das suas canções e a música das suas liras. Em vez disso, corra a retidão como um rio, a justiça como um ribeiro perene!”. Amós 5.21-24

Cuidado!

Quando Amós escreveu estas palavras, o povo de Israel tinha sua prosperidade como um sinal da benção de Deus, mas, não era bem isso. O povo estava equivocado. Deus não mudou, não. Por isso, Ele amou o mundo de tal maneira que mesmo assim não mudou de idéia em relação aos ímpios. Todos teremos a recompensa devida. Eu quero e vou prosperar, mas, também quero Te Ver, também quero ter um coração quebrantado igual ao Teu. Quero ser Santo, Senhor. Se você estiver disposto a me ajudar, pode me escrever. Vamos fazer uma teia de oração e clamar para sermos a manifestação dos filhos de Deus nesta nação, em nossa cidade, em nossa família. Vamos cumprir com a nossa palavra toda vez que prometermos. Vamos cumprir com nossos compromissos. Vamos exortar quando for para exortar, encorajar quando for para encorajar. Vamos buscar sinais. Eu protesto contra argumentações sobre o fato da igreja contemporânea não viver os sinais da igreja primitiva até porque, se você procurar um pouquinho vai encontrar. Não, não quero viver de aparências, Senhor. Eu quero mais, mais de Ti.

Eu protesto contra a Terra das Aparências!

E você?

“A Teologia da Cruz deveria mudar o nosso modo de ver a salvação. Se desejamos que nossas igrejas abriguem corridas pela superioridade moral e espiritual, podemos silenciar a teologia da cruz enquanto tentamos subir a escada da justiça própria. Todavia, se queremos encher nossas igrejas de pessoas que brilhem com a glória, gratidão e confiança inabalável no amor e na aceitação por parte de Deus, devemos ensinar essa teologia da cruz e a estranha maneira de Deus fazer pecadores quebrantados e tornarem santos complexos”.

(Martinho Lutero)

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