quarta-feira, 12 de maio de 2010

Um recado de Martinho Lutero à igreja evangélica moderna

É sabido que tudo na vida tem seu preço. Nossas decisões nos levam a um caminho que seja ele qual for cobrará de nós um "pedágio" num determinado momento. Jesus impõe a renúncia como requisito básico para andar com Ele implicando numa definição de atos e pensamentos sobre tudo o que nos cerca. Nisto não há conciliação nenhuma entre o Reino de Deus e o reino dos homens, entre seus valores ou maneira de ser. Por esta razão, cabe uma reflexão sobre a unidade cultuada pela igreja moderna.

Uma geração de Eli está de pé em nosso meio pregando tolerância e amor. Ela prega unidade e diz aos quatro ventos "ai daqueles que se levantam contra os ungidos do Senhor" sem ensinar e contextualizar, sem dessedentar os que tem sede de justiça. Ela quer ter a razão para manter a sua própria glória, o bem dos seus amigos, a preservação de sua alianças, sua prosperidade prostituída à moda da Babilônia.

Por que pisastes o meu sacrifício e a minha oferta de alimentos, que ordenei na minha morada, e honras a teus filhos mais do que a mim, para vos engordardes do principal de todas as ofertas do meu povo de Israel? 1 Sm 2.29.

"Ele pede, dá quem quer"... Não te importa fazer sangrar a Bíblia Sagrada? Não te importa tosquiar as ovelhas, as viúvas e os órfãos? O que acontece com você, Eli? Talvez, medo do desemprego, pois, a denúncia do pecado pode deixá-lo sem o seu sustento, afinal, tantos anos de "mini-stério" lhe deixaram sem preparo para uma possível reentrada no mercado de trabalho... Aaaaah... tá... Assim, melhor preservar a aliança com o presidente e honrá-lo mais do que a Deus. Preço caro demais!

Eli, Eli... o que lhe faz ceder às metas mensais de dízimos e ofertas? Acredita mesmo que o Eterno precisaria estipular valores para abençoar o povo? Nunca lhe passou pela cabeça que sua própria família, ainda não convertida, poderá ser vítima desta pregação? Imagine aquela sua tia viúva que vive a duras penas semeando na conta corrente de alguém o dinheiro da pensão porque na igreja que ela vai o pastor diz que é necessário chamar a atenção de Deus e somente através das ofertas isto é possível. Aquele seu tio, aposentado, que acorda às 5 da manhã todo dia para complementar a renda vendendo quentinhas. Depois que ele passou a frequentar uma igreja evangélica nunca mais reformou nada na sua humilde casa e, então, você pergunta "Por que ,tio"? Ele diz que Deus vai dar outra nova para ele e não precisa mais reformar a antiga. O dinheiro das quetinhas? Ele paga o seu carnê de colaborador mensal e seus desafios financeiros! Ah, Eli... mesmo assim, você não liga não é? Se a meta é R$15.000,00, lá está você pregando uma mensagem de vitória com seus gestuais e palavras proféticas (?). Se a meta sobe para R$20.000,00 é hora do desafio e do envelope especial alegando a compra disso ou daquilo, afinal, foi o pastor presidente que deu a direção e vocês tem uma aliança e... enfim, melhor preservar a aliança com o presidente e honrá-lo mais do que a Deus. Preço caro demais!

Uma geração de Eli está de pé em nosso meio chamando o corporativismo de unidade. O sacerdote do passado fez vista grossa ao pecado dos filhos, os sacerdotes do presente fazem vista grossa à politicagem nos púlpitos, à indecência, ao adultério nos gabinetes, às suas contradições teológicas, à falta de conhecimento do povo, à ausência de palavras exortativas e instruídoras, à manipulação das oportunidades e convites para outros pregadores, aos esquemas de "ofertas de amor", ao comércio e solicitação de "x" Dvds vendidos para se pregar em congressos e eventos, às dissensões entre cantores e pregadores (congresso pentecostal em que não se tem pregador pentecostal... essa é boa!), às fábulas e ventos de doutrina. Tudo em nome da unidade. A membresia é tão grande, os cultos são tão lotados, as filiais estão sendo abertas... só pode ser de Deus (?) e, quer saber mais, é a direção do pastor presidente... melhor preservar a aliança com o presidente e honrá-lo mais do que a Deus. Preço caro demais!

Samuel foi o primeiro reformador de que se tem notícia, pois durante vinte anos por meio das escolas de profetas promoveu uma desintoxicação espiritual em Israel. Seu "presidente" já estava na mira de Deus e Samuel nada mais poderia fazer a não ser a vontade do próprio Deus. Difícil, Eli? Fique seguro de que o preço a ser pago é bem mais barato do que o da pseudo-unidade que ensinam a você e você repete como uma marionete gospel. 

Mas, quem é um anônimo blogueiro para escrever assim, não é mesmo? Ah, possivelmente mais um caluniador anátema  usando a tecnologia para dividir a linda igreja evangélica moderna e a fofinha da unidade gospel... Você não me conhece, é verdade, e nem precisa dar crédito a estas palavras. Por outro lado, já ouviu falar em Martinho Lutero? Concorda que as palavras dele merecem crédito? Carregue o vídeo, aperte o play e ouça o recado de Martinho Lutero à igreja evangélica moderna.

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