quinta-feira, 7 de maio de 2009

Carta de uma evangélica


Numa quarta-feira à noite, um culto especial: ordenação a obreiro, diáconos e pastor. Ah... que noite! Especial porque o meu filho na fé, o meu filho seria ordenado ao diaconato. Deus seja louvado! Tantas lembranças, momentos de dúvida, de medo, de luta... todos superados um a um e ali a confirmação do Senhor em relação ao seu chamado. Ter participado de tudo isto, um privilégio incomum!

Estava tudo perfeito. O louvor uma benção, a palavra então... direcionada, particularmente, aos novos obreiros, mas também a todos os que vivem as agruras do serviço cristão. Que renovo! Depois da mensagem, o grande momento: a ordenação com óleo e a imposição de mãos. Tremendo!

Na saída, já na rua, percebi uma jovem acompanhada da mãe, vestida de maneira recatada, a jogar discretamente ao chão um papel amaçado. Não me contive, apanhei o papel e me embasbaquei ao lê-lo. Eis aí, a carta de uma evangélica:

"Amiga tava pensando no Ruan!
O que vc tava pensando? Já pensou se foi ele que escreveu o depoimento? Eu acho que não. Mas sei lá neh.

A Vanessa irmã dele falou que ele mudou mto mais eu acho que foi ela escreveu! Aquele tempinho que o recado ficou 1 minuto na página de recados dela. Vc acha que deu tempo dele ler.
Claro que foi ela que escreveu,não fica assim foi ela que escreveu!

Ela é uma (censurado)! Ela vai ver, vou meter a (censurado) nela! É essa (censurado) aí mesmo.

HOSAHSOAAHOSAHAOS
Te amo amiga!
Kara tu é a única que só no olhar agente se entende.
É isso ai amiga
eu te amo muito
vc é 100000000000000000000000000000000000000000000000
te amo!"

Tudo leva a crer que isto foi escrito ao longo do culto. Impressionante como alguém pode estar à beira do caminho de forma tão convicta.

Acho que não preciso escrever mais nada...




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