segunda-feira, 22 de julho de 2013

Dízimos #1 Derrubando Sofismas, A Série


Dízimos: O Que Eles Não Querem Que Você Saiba


falsos pastores desmascarados sobre os dízimos




"Tragam todos os dízimos aos depósitos do templo, para haver alimento suficiente em minha casa. Se vocês fizerem isso, abrirei as janelas do céu e derramarei uma bênção tão grande que não terão lugar onde guardá-Ia. "Experimentem! Dêem-Me uma oportunidade de provar que isso é verdade!”. (Ml 3.10, Bíblia Viva, 1981)

Texto clássico utilizado para justificar a obrigação de entregar 10% dos rendimentos na igreja. Vamos a algumas ponderações:


1º) Não é difícil concluir que o dízimo era entregue em forma de ativos agrícolas, não é mesmo? Deus fala nessa passagem sobre plantio e colheita, não fala em termos monetários. Traçando um paralelo, seria como se fosse dado aos evangélicos de hoje a chance de dizimar e ofertar produtos. Vamos ao raciocínio: da mesma forma que naquela época não poderia faltar alimento no templo, hoje, qual a necessidade das igrejas? Pagar as contas de água, luz, telefone. Sim e manter a operacionalização do lugar (limpeza, iluminação etc.). Logo, você deveria poder chegar no culto, por exemplo, com caixas de sabão em pó, detergente, etc. e não apenas com o dinheiro para que tais coisas pudessem ser compradas.
Se você é padeiro, poderia chegar com um cento de pães para o culto de ceia. Se é eletricista, com uma caixa de lâmpada. Se é bombeiro hidráulico poderia doar a manutenção das instalações, a limpeza da caixa d’água. Essas coisas servem para manter o templo.


2º) Contas são pagas com dinheiro, fato. Por outro lado, você sabe ao certo quanto é o gasto com iluminação? Com água? Com telefone? Alguma vez o tesoureiro da igreja expôs isso no mural (se não, pergunte)? Logo, a arrecadação monetária deveria acontecer até que o valor suficiente fosse levantado. No sistema atual, há uma contribuição constante sem nunca se saber o quanto foi arrecadado e para onde foi tal valor.


3º) Pagamento de salários. Se existem funcionários (zeladores, por exemplo), obviamente que é necessário dinheiro para os tais. Agora, quanto a pagamento de salário pastoral... é algo que dará uma outra postagem, afinal, se ele se põe como um empregado deveria ter os mesmos direitos e deveres. Já viu algum pastor ser descontado por ter chegado atrasado no culto?


4º) Você deve devolver pra Deus o que é de Deus. Essa argumentação é tosca, afinal, você acredita mesmo que o dono da prata e do ouro é necessitado? E você ainda acredita que somente dez por cento dos teus rendimentos são dEle?


5º) Valor Fixo. Se você gosta tanto do Antigo Testamento para embasar essa passagem, deveria chegar no culto com folhas de hortelã e carneiros nas mãos. Se você conhece a dispensação da graça e quer mesmo viver nela, deveria então ler mais as cartas de Paulo.

Cada um deve resolver por si mesmo quanto vai dar. Não forcem ninguém a dar mais do que realmente deseja, pois Deus aprecia os que dão alegremente”. (2Co 9.7, Bíblia Viva, 1981).

Não é errado entregar dez por cento. Entregue vinte se assim propuser. Por outro lado, do que adianta entregar dez por cento apenas para satisfazer o líder como prova de confiança. Entregam dez por cento do salário, mas antes fazem contas e mais contas se vão entregar do salário bruto ou do fixo. Quanta meninice! Entregam dez por cento com medo do tal gafanhoto. Ei, rapaz, dízimo não é corretor de seguros!


6º) Princípio de prosperidade. Pregadores afirmam que não cristãos obedecem a esse princípio doando para orfanatos, por exemplo, e, por isso, prosperam. Ora, então, quer dizer que você poderia fazer o mesmo e prosperar. Mas, aí, eles logo ressaltam que o dízimo deve ser entregue na igreja onde se congrega. Ué, mas tal empresário não doa para o orfanato? Pregadores ludibriosos tropeçam na própria língua!


7º) Derrocada financeira. Se você é cristão e você não dá o dízimo você irá à bancarrota. MENTIRA! “Mas, realmente, varão, quando parei de dar o dízimo, eu me atolei em dívidas, depois, que voltei a entregar, tudo melhorou”. Lógico. Entregar o dízimo força qualquer pessoa a aprender a trabalhar com orçamento. Quem nunca fez, é obrigado a fazer, porque sabe que só pode contar com x% da renda. A partir do momento que esse controle é exercido, a saúde financeira torna-se consequência natural. Por isso o discurso do dízimo como é apresentado faz todo o sentido. Única e exclusivamente porque VOCÊ É ABUSIVO e não tem controle das receitas e despesas que possui.

PERGUNTAS SOBRE O DÍZIMO QUE VOCÊ DEVERIA FAZER


  • Se eu deixar de entregar o dízimo, Deus vai me punir? 
  • Por que Deus não pediu o dízimo da multiplicação dos cinco pães e dois peixes?
  • Se não sou batizado nas águas, por que posso dar o dízimo, mas não posso tomar a ceia?
  • Não posso decidir o que fazer com os dez por cento da minha renda, não posso fazer caridade, então, se eu fizer o devorador vai entrar na minha vida? E se for para praticar a verdadeira religião, segundo o apóstolo Tiago, que é cuidar dos órfãos e das viúvas, eu consigo isenção de punição? Afinal, a fé sem obras é morta.
  • Se o dízimo é garantia de prosperidade, por que os da igreja primitiva entregavam cem por cento e a Bíblia não registra suas conquistas nesta terra?


Porque você não quer que seja assim não significa que não é assim!


Espere por mais....




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