sábado, 27 de julho de 2013

Mini$tério$ (Cobrar para pregar e cantar) # 4 Derrubando Sofismas, A Série


Cobrar Para Pregar E Cantar: Ministérios ou Mini$tério$?

Cobrar para pregar e cantar é coisa de Mini$tério$


Muito, muito comum ouvir “eu tenho tal ministério”, “eu fui chamado pra isso e aquilo” etc. Ainda na reflexão sobre remuneração, é bastante intrigante pensar no valor a ser pago pros cristãos modernos se comparados com os da igreja primitiva. Os relatos do apóstolo Paulo são suficientes para concluir que pastores, pregadores itinerantes e cantores gospel deveriam pagar pra fazer o que fazem e não o contrário.

1º. É crescente o número de cristãos fora do sistema denominacional. Algo parecido com o crescimento dos evangélicos ante os católicos e que quando notado pela igreja de Roma já era tarde demais. Agora, pensemos, se o denominacionalismo moderno acabasse:

* o que seria dos cantores gospel já que a maior fonte de renda são os cachês pagos em congressos e cultos de igrejas locais?

* o mesmo em relação aos pregadores itinerantes que vivem  de pregar dia sim dia não onde são chamados sem importar a raiz teológica do lugar? Simplesmente entrariam em extinção.

Todo ministério atrelado ao dinheiro não é ministério, é negócio.

2º. A tal oferta de amor. Nome bonito para cachê. Se você é um pregador e faz menção dela como condição para aceitar um convite, você está cobrando para fazer algo que Jesus lhe ordenou a fazer gratuitamente. Sendo um músico que se apresenta em igrejas, você comete o mesmo erro. Quer viver de música, seja músico. Vai dar aula de música. Agora, que "caôzinho" gospel é esse? Pra se apresentar em tal evento quer saber quantas pessoas são estimadas, qual o tamanho do lugar, se é pra prefeitura ou igreja, se é ao ar livre ou não. E depois diz que Deus o chamou para levar o povo a um novo nível de adoração? Cretino! Como é capaz de cobrar R$25.000,00 pra fazer o que os anjos desejaram fazer que é pregar a palavra de Deus?

2.1. A coisa tá tão feia que uma grande igreja da região metropolitana do Rio de Janeiro colocou em destaque no outdoor que anunciava o seu congresso de carnaval o seguinte: entrada franca! (como se isso fosse um gesto de extrema bondade).

2.2. Artistas não-cristãos têm demonstrado ser possível tornar suas obras acessíveis a um custo zero para o seu público disponibilizando cds para download, e-books entre outros. Artistas gospel mantém fidelidade incondicional aos preços de mercado numa tentativa de justificar o injustificável. É como tornar a benção inacessível para a massa compartilhando apenas com os que podem pagar.

Infelizmente, essa coisa de ministério como acontece na igreja brasileira é um sofisma! Vá para a Bíblia e aprenda com apóstolo Paulo que cinco são os ministérios. Cinco. Não existe ministério de pregador itinerante. Não existe ministério de música, ou, então, minha versão da Bíblia é uma heresia sem tamanho. E dos que existem, a quais é dado o privilégio de cobrança monetária? É impossível imaginar o salmista Davi, tão falado como referência de adoração, numa tarde de autógrafos. Imaginem ele com a sua harpa participando do “Esquenta”.

Pois bem, talvez você me chame de recalcado. "Tá serto"! Nem vou sugerir que você desconsidere tudo que leu e continue consumindo os produtos comercializados por esses ministérios. Também não vou sugerir que você entre em contato por telefone ou email com cada um deles como se fosse contratá-los para o evento da sua igreja. Que você faça uma pesquisa por si só como um repórter investigativo colocando-se supostamente de uma igrejinha de subúrbio na tentativa de recebê-los para uma grande ministração.

Porque você não quer que seja assim, não significa que não é assim!



Espere por mais...

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