terça-feira, 26 de março de 2013

Retendo O Que É Bom No Movimento Neopentecostal [Sim, É Possível!]



Sim, é possível sim. Na década dos anos 1970 surgia a igreja Universal que impulsionaria o surgimento de outras tantas igrejas com seu estilo de culto self-service. Isso significaria atingir a cada culto um público diferente que se via mergulhado num tipo de problema: vida sentimental, finanças, doenças etc. Esse é até hoje um dos pontos mais criticados por vários teólogos. Faz sentido se considerarmos a espiritualidade dada àquilo que é meramente marketing e programação neurolinguística. Por outro lado, existe uma trave nos olhos dos tradicionais e históricos que não lhe permitem enxergar o óbvio: eles falharam.

Olhemos para a Europa, berço da reforma protestante. Não seria exagero considerá-la hoje um vale de ossos secos quando há notícias de que igrejas estão simplesmente fechando. Sem falar nas notícias de pastores favoráveis ao casamento homoafetivo. Lá estão os históricos. Pastores inclinados ao ecumenismo. Lá estão os históricos. Vale lembrar que os primeiros membros e líderes da igrejas neopentecostais em sua maioria esmagadora advém de denominações batistas, metodistas, assembleianas... Ao invés de olhar apenas o cisco alheio, talvez, fosse momento de refletir no tipo de resposta que estavam apresentando aos problemas dos seus membros.

Quando a IURD estabelece uma rotina de culto temático, você pode rejeitar dizendo que todo o culto é para Deus e somente para Ele. Também pode constatar que seus membros, seus obreiros, diáconos, pastores estão envoltos à busca de soluções para tais problemas (finanças, casamento, doenças etc.). O que estou tentando apontar é que se alguém está em crise matrimonial as mensagens sobre inerrância bíblica não têm razão de ser. Se um pai de família está murchando por dentro devido a um emprego desestimulante, dívidas e uma vida sexual inoperante, mensagens sobre a salvação não lhe dirão muita coisa.

Nas primeiras linhas da Teologia Sistemática, diz-se que um dos seus objetivos é trazer o conhecimento para a prática, porém, sejamos sinceros, não é isso que acontece. Nos blogs e fóruns, o que se vê são as intermináveis celeumas sobre batismo por aspersão, glossolalia, calvinismo versus arminianismo e por aí vai... Enquanto isso, as cartas de cobrança não param de chegar. Por isso, os neopentecostais cresceram exponencialmente. Não é apenas por certos equívocos e falsas promessas não, mas também por desburocratizar a Bíblia. Por torná-la menos acadêmica e trazê-la para o cotidiano, para a vida como ela é.

Essa foi a lacuna deixada pelos tradicionais e não se pode negar. Aos jovens, fica o apelo: tenham moderação! Você pode curtir e compartilhar à vontade os vídeos do Paul Washer, entretanto, tenha humildade em reconhecer que nalgumas situações da vida, os vídeos de Joyce Meyer, Pastor Josué Gonçalves farão mais sentido. Ah! Mas eles... Sim, eu sei. Porém, atenha-se ao que diz o título deste post, são palavras paulinas: retenha o que é bom! 

Demos continuidade ao já iniciado trabalho em algumas congregações que possuem ministrações específicas para casais e não tenhamos vergonha de assim fazê-lo com outros assuntos, como por exemplo, ajudar os membros a montar o seu orçamento doméstico. A igreja pode e deve ser um lugar para socialização de conhecimento e capacitação do ser enquanto cidadão!

Permaneçamos firmes!

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