quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Minha Decepção Com O Pastor...






Mark Driscoll, cara! Olha só, logo quem? Mas que decepção... por isso Jesus manda cuidarmos da trave dos nossos olhos antes de tentarmos tirar o cisco do olho alheio. Todos nós temos uma trave em relação a determinado assunto. Na boa, acho que o pastor não tem uma trouxa de roupa pra passar ou algo assim, do contrário não teria tempo, como ele mesmo disse, de ficar pensando sobre vídeo-games.

Falando sério, creio que mensagens nessa linha só servem pro time contrário. Acho, principalmente, incoerência vindo de alguém que escreveu a série Vintage e tanto proclama a relevância cultural da igreja. Pois bem, para não ficar apenas na chateação, aponto as falhas e possíveis péssimas consequências a fim de que novos pregadores não repitam o erro.

1) NOVOS CONVERTIDOS. Ele não pensou um minuto sequer nos novos convertidos. Ora, mas agora temos que nos preocupar com o que o público vai achar de nossas pregações? Sim, especialmente, quando não se trata de um pensamento cristocêntrico, pelo contrário, é um achismo particular. Pense você como novo convertido. Como iria se sentir? E ele usa um artifício um tanto quanto manipulador que é a tese e a antí-tese. Exemplo: vídeo-game não é pecado, é apenas estúpido. Isso é a mesma coisa de alguém tecer uma crítica e depois dizer que não está criticando ninguém. Você acha que alguém vai pensar, Ah, que bom! Então, não sou um pecador, sou apenas estúpido? Ah, ele se referiu a jogos de guerra, tudo bem quanto aos de esporte? Ora, para um novo convertido não haverá distinção. Ele vai achar que tudo é errado e dará negativa aos colegas que lhe chamarem para uma partida. Sua alegação será de que agora faz parte de um exército real e tem uma luta pela qual se vale a pena lutar realmente... Ora, francamente!

2) VISITANTES. Ele não pensou nos visitantes de sua igreja, mesmo que tenha feito o comentário num culto de doutrina, vamos por assim dizer. Imagine, depois de tantos nãos, um amigo seu aceita o convite e chegando lá se depara com tal comentário sendo ele programador de jogos? Essa profissão cresce a passos largos e aqui no Brasil não é diferente. Tente convencê-lo depois de que essa não é a visão dos pastores em geral, nem de todas as igrejas... Será mais fácil desembaraçar miojo depois de pronto!

3) ADOLESCENTES. Ele nunca, nunca deve ter trabalhado com adolescentes. Esse é o principal entretenimento deles além da internet e redes sociais. Ajuda a quem fazê-los sentirem-se estúpidos? 

4) SECÇÃO. Essa é a pior e mais provável consequência, a divisão entre os que concordam com o pastor e os que discordam... Ih, rapaz! Peraê. Vo-cê-dis-cor-da-do-pas-tor-Maaaaark-Driiiiscoll? O ungido do senhor? Pronto... são aqueles olhares meio assim rabo-de-olho, sabe cumé? Sobrancelha levantada tipo apontando e acusando Ó... esse aí é um dos que continuam jogando. Diz pra mim que isso não rola nas igrejas, só na gélida Groelândia. Os que sentem o fardo chegam  e mandam logo o Pow, tem como a gente trocar uma idéia?.

5) VIAGEM. "Se você quiser fazer parte desse reino precisa levantar do sofá e seguir esse Rei". Quanta pieguice! Quer dizer que o pastor Mark não possui nenhum tipo de atividade como entretenimento? Cara, chega a ser pueril querer romantizar o cristianismo comparando-o às histórias de alguns games. Pára, na moral. Quer dizer que fazer algo de importância para o Reino nos proíbe de ter momentos de lazer, seja sentado no sofá ou numa fila de banco com um PSP? Né mole não, mano... é fardo que nem com um dedo se queira  tirar.

Eu não tenho um décimo da popularidade do pastor Mark Driscoll, mas já recebi email de leitor desse blog querendo saber isso: jogar vídeo-game é pecado? Isso me inspirou a fazer a postagem "Tudo Me É Lícito, Mas Nem Tudo Me Convém" [Clique Aqui]. Acho que o apóstolo Paulo deu uma lição de simplicidade, coisa que falta aos evangélicos de agora e de tantos anos. Como eu mesmo disse na postagem, não curto muito tatuagem, daí a não querer me relacionar com quem gosta de rabisco, vai uma distância abissal. Quanto mais chamar de estúpido. Que isso, mano? Aonde nós estamos e aonde vamos parar?! Que guerra tola, disputa insana por quem é que tem razão. Gente magoada, desviada, por causa de achismos humanos estabelecidos como mandamentos da Torá. Crueldade que não passará impune, deixe estar.

Creio numa geração, não de evangélicos, mas de cristãos que saberá comer carne e não falar de quem não come. Que saberá não comer carne e não falar de quem come. Isso é amor, o resto,  é refrão de Cássia Eller:

Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras, momento
Palavras, palavras
Palavras, palavras
Palavras ao vento

Eu representando com Sagat, na arte do Muay-Thay! E aê, topas?

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